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Analise a situação a seguir: Uma criança demonstra conhecimentos sobre o sistema alfabético, mas evita situações de leitura, desqualifica suas produções e afirma que “não nasceu para aprender”. À luz da concepção de aprendizagem de Alicia Fernández, a investigação psicopedagógica deve:
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Leia o seguinte trecho a fim de responder ao que se pede: “Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. Reunia a isso um grande medo ao pai. Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. O mestre era mais severo com ele do que conosco.”. Na descrição feita sobre o personagem “Raimundo”, segundo análise pedagógica hodierna, nota-se o perfil de um aluno com possíveis carências de desempenho, exceto:
Durante uma avaliação de matemática, Fernando demonstrou sinais de ansiedade, apresentou ritmo de execução mais lento em comparação aos demais colegas e, em diversas situações, utilizou os dedos como apoio para realizar contagens. Além disso, a professora observou que o estudante apresentava desempenho superior nas habilidades verbais quando comparado às habilidades não verbais. Diante desses indícios, a docente da classe comum solicitou apoio da equipe do Atendimento Educacional Especializado (AEE), com o objetivo de realizar observações pedagógicas mais sistemáticas e orientar a família quanto à necessidade de investigação especializada.

Com base na situação apresentada, assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a hipótese inicial a ser investigada.
"A aprendizagem escolar não é determinada apenas por fatores cognitivos individuais, mas resulta de uma complexa interação entre aspectos biológicos, psicológicos, socioculturais e pedagógicos. A identificação isolada de um único fator como causa do fracasso escolar tende a produzir intervenções parciais e frequentemente ineficazes, além de contribuir para a estigmatização do estudante." (COLLARES; MOYSÉS, 1994, adaptado.)

Um estudante do 4.º ano do Ensino Fundamental apresenta dificuldades persistentes em leitura e escrita, frequentes faltas nos dias de prova e comportamento retraído em sala. Após escuta com a família, o orientador educacional descobre que a criança acorda às 5h para ajudar o pai em trabalho informal antes de ir à escola e que dorme em ambiente com muitas pessoas, sem local adequado para estudar. A professora, por sua vez, solicita avaliação neurológica imediata.

Considerando o texto de apoio e a abordagem multidimensional do orientador educacional, a conduta adequada é:

A professora organiza o espaço da sala de aula conforme sua ação e intenção pedagógica. Durante as aulas acompanhadas percebemos a preferência pela disposição das mesas em forma de U, privilegiando, por um lado, o trabalho coletivo em grande grupo, mas também possibilitando a realização de intervenções individuais. Também houve o agrupamento dos alunos em duplas, trios ou quartetos, para motivar a interação e o auxílio mútuo entre eles [...]. Outra forma recorrente de organização do espaço, na prática pedagógica examinada, são as rodas para conversa ou para leitura.


(Extraído do estudo de Piccoli,2009)


Esse relato retrata diferentes formas de organização do espaço da classe e das interações que podem favorecer:


I. O controle da indisciplina evitando conversas paralelas que não estejam relacionadas à aula e a má conduta.

II. O desenvolvimento de habilidades para atuar em equipe (colaboração, conversação, diálogo, autonomia, corresponsabilidade etc.).

III. O atendimento aos alunos e grupos que mais necessitam de apoio tendo em vista garantir aprendizagens equitativas.


Está correto o que se afirma APENAS em