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INSTRUÇÃO: Leia o trecho a seguir para responder a esta questão:
Este estado patológico é transitório, caracterizado por uma atividade psicomotora coordenada, a qual, entretanto, permanece estranha à personalidade do sujeito acometido e não se integra a ela. Os atos nesse estado são geralmente incongruentes, extravagantes, em contradição com a educação, as opiniões ou a conduta habitual do sujeito acometido, mas quase nunca são realmente graves ou perigosas.
Fonte: DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,2008.
Assinale a alternativa correspondente à caracterização do trecho.
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Leia com atenção os textos a seguir:
I. O diagnóstico de um transtorno psiquiátrico é quase sempre baseado preponderantemente nos dados clínicos do sujeito. Dosagens laboratoriais, exames de neuroimagem estrutural e funcional, testes psicológicos ou neuropsicológicos auxiliam de forma muito importante, principalmente para o diagnóstico diferencial entre um transtorno psiquiátrico primário e uma doença neurológica ou sistêmica.
PORQUE
II. A legitimidade do diagnóstico psiquiátrico sustenta-se na perspectiva de aprofundar o conhecimento, tanto do indivíduo em particular como das entidades nosológicas utilizadas.
Assinale a alternativa CORRETA referente aos textos acima.
Há vários critérios de normalidade e anormalidade em psicopatologia e a adoção de um ou outro depende, entre outras coisas, de opções filosóficas, ideológicas e pragmáticas do profissional. Analise os itens a seguir em relação a alguns critérios de normalidade.
Fonte: DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed,2008.
I- Normalidade como bem-estar. II- Normalidade estatística. III- Normalidade psiquiátrica. IV- Normalidade querelante. V- Normalidade como liberdade. VI- Normalidade como processo.

Estão CORRETOS os itens
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Leia a citação a seguir e responda o que se pede.
Cento e cinquenta anos antes de Jesus Cristo, Areteu da Capadócia escrevia: “[...] alguns pacientes, depois de estarem melancólicos, têm arroubos de mania [...], assim, a mania é como uma variação do estado melancólico”. Portanto, na Antiguidade, há indícios de que já se reconhecia a possibilidade de se alternarem estados melancólicos com maníacos (embora melancolia e mania naquele contexto não eram exatamente o mesmo que são hoje). Entretanto, foi apenas no século XIX que os alienistas passaram a reconhecer com mais clareza o que chamaram de loucura circular ou loucura maníaco-depressiva, o nosso atual transtorno bipolar (TB). (Goodwin; Jamison,2010, apud Dalgalarrondo,2019, p.629.)

Avalie as asserções a seguir.
I- A hipomania é uma forma atenuada de episódio maníaco, o indivíduo está mais disposto que o normal, fala muito, conta piadas, faz muitos planos, não se ressente com as dificuldades e os limites da vida. Pode ter diminuição do sono, mas não se sente cansado após muitas atividades e deseja sempre fazer mais.
II- Para o diagnóstico do Transtorno Bipolar, tipo ciclagem rápida, é necessário que o paciente tenha apresentado, nos últimos 12 meses, pelo menos quatro episódios bem caracterizados e distintos de transtorno do humor, mania ou hipomania e/ou depressão. Os episódios podem ocorrer em qualquer combinação ou ordem.
III- A ciclotimia caracteriza-se por frequentes períodos de poucos e leves sintomas depressivos (p. ex., sentir-se “para baixo”, com interesses diminuídos, cansaço) seguidos, em periodicidade variável, de certa elevação do humor (p. ex., um tanto eufórica, irritável ou com expansão do Eu e ativação psicomotora). Isso ocorre sem que o indivíduo apresente episódios completos de depressão.

É CORRETO o que se afirma em:
É uma condição comum que afeta crianças e adultos em todo o mundo. Tem uma etiologia predominantemente genética com causalidade difícil de estabelecer. A heterogeneidade da condição é evidente na apresentação diversa de sintomas e níveis de comprometimento, nas inúmeras condições mentais e físicas concomitantes, nos vários domínios do comportamento neurocognitivo e nas extensas diferenças estruturais e funcionais do cérebro. Não existem tratamentos curativos para esse transtorno, mas os tratamentos baseados em evidências reduzem substancialmente os sintomas e/ou o comprometimento funcional. Essa é a definição proposta por Faraone et al para o transtorno:
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