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Elenor Kunz, em sua obra "Transformação didático-pedagógica do esporte", critica veementemente a abordagem tradicional de ensino, que ele classifica como centrada na objetificação do movimento e na reprodução técnica. Ele propõe, em contrapartida, uma abordagem fenomenológica que valoriza o "se-movimentar" humano como uma forma de comunicação e expressão no mundo, buscando o "esclarecimento" (Aufklärung) do aluno sobre sua própria prática. Essa transformação didática exige que o professor abandone o papel de mero instrutor de fundamentos. Qual é a implicação central dessa perspectiva do "se-movimentar" para o ensino do esporte na escola?
A concepção crítico-emancipatória, fortemente associada a Elenor Kunz, propõe que a Educação Física escolar deve ir além da mera reprodução de movimentos ou da aptidão física, buscando a emancipação dos alunos. Esta abordagem se fundamenta na Teoria Crítica, especialmente na Ação Comunicativa de Habermas, e entende o movimento humano como uma forma de linguagem. O objetivo é desenvolver a competência comunicativa e a autonomia crítica, permitindo que os alunos compreendam o esporte e as práticas corporais como construções sociais e possam transformá-las. Qual é o papel central da "problematização" nesta concepção pedagógica?
A relação entre Educação Física e esporte é historicamente complexa e muitas vezes conflituosa. Valter Bracht, em "Educação Física e Aprendizagem Social", analisa criticamente a forma como o esporte foi introduzido na escola, apontando que, em vez de a escola "tratar" pedagogicamente o esporte, foi o esporte (com sua lógica de rendimento e seleção) que "esportivizou" a Educação Física. Isso significa que a lógica do alto rendimento (competição, exclusão, tecnicismo) invadiu o ambiente escolar, subvertendo seus objetivos educacionais. Qual é a proposta de Bracht para superar essa "esportivização" da Educação Física? 
Fábio Brotto, um dos principais difusores dos jogos cooperativos no Brasil, propõe uma mudança de paradigma em relação à lógica predominante nos esportes e jogos tradicionais. Enquanto o jogo competitivo se estrutura na exclusão (vencedores/perdedores) e na desconfiança mútua, o jogo cooperativo busca a inclusão, a participação de todos e o desafio de superar obstáculos coletivamente, e não de vencer os outros. Essa abordagem tem implicações diretas na prática pedagógica da Educação Física escolar, visando o desenvolvimento de valores sociais. Qual é a característica fundamental que define a estrutura de um Jogo Cooperativo?
 O esporte é um fenômeno cultural complexo que, ao ser inserido na escola, exige um tratamento pedagógico específico para que cumpra finalidades educacionais, e não apenas reprodutoras da lógica do alto rendimento. Abordagens críticas, como a Crítico-Superadora (Coletivo de Autores) e a Crítico-Emancipatória (Kunz), defendem que o esporte deve ser "tematizado". Este conceito implica que o conteúdo não deve ser apenas "ensinado" ou "praticado" de forma técnica, mas sim investigado, compreendido e transformado pelos alunos. Analise as afirmativas a seguir:

I."Tematizar" o esporte significa utilizá-lo como um tema gerador, levando os alunos a vivenciar a prática, analisar seus elementos (regras, táticas, história) e problematizar os valores que ele veicula (competição, violência, mídia, gênero).
II.O objetivo da tematização é permitir que os alunos compreendam o esporte como uma construção humana e histórica, dando-lhes as ferramentas (instrumentalização) para que possam recriá-lo criticamente, e não apenas consumi-lo passivamente.
III.O processo de tematização deve focar exclusivamente na dimensão conceitual (aulas teóricas sobre a história do esporte), eliminando a vivência prática (o "fazer") para evitar a reprodução da competitividade.

Está correto o que se afirma em: