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Sobre a Guerra Civil que levou à decapitação do Rei Charles (o primeiro do seu nome) e o início da República da Inglaterra, Thomas Hobbes (1588-1679) afirma: “se aqueles soldados e todos os súditos tivessem agido sob o comando de Sua Majestade, a paz e a felicidade deixadas pelo Rei James teriam permanecido. Mas o povo estava corrompido, e os desobedientes eram considerados os melhores patriotas. Mas como o povo se corrompeu tanto? E que tipo de pessoas eram aquelas que os seduziram assim? Os sedutores eram de diversos tipos. Uns eram ministros de Cristo, como se autodenominavam; e, às vezes, em seus sermões ao povo, embaixadores de Deus; fingindo ter o direito, concedido por Deus, de governar cada um a sua paróquia, a sua assembleia e a nação inteira”.

HOBBES, Thomas. Behemoth. In: Thomas Hobbes. The english work of Thomas Hobbes. Vol. VI. London: John Bohn, 1840., p. 166s. (Adaptado).

Sobre a relação da vontade pública e a retórica do patriotismo e do uso de Deus no discurso político, é correto afirmar que
Sobre as visões alegóricas de Hildegard von Bingen (1098- 1179), filósofa e mística medieval, pode-se dizer que “animais e monstros aparecem como sinais da natureza e de Deus que a razão precisa compreender. Animais desfilam como formas significativas, unindo os mundos inferior e superior. Símbolos animais que apresentam seus elementos para produzir monstros na arte combinatória da alegoria, imagens da mais radical dissimilaridade, adequadas para representar tanto o diabo quanto Deus”.

CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).

Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
“O abolicionismo não se contenta em ser o advogado ex officio da porção da raça negra ainda escravizada; não reduz a sua missão a promover e conseguir – no mais breve prazo possível resgate dos escravos e dos ingênuos. Essa obra – de reparação, vergonha ou arrependimento, como a queiram chamar – da emancipação dos atuais escravos e seus filhos é apenas a tarefa imediata do abolicionismo. Além dessa, há outra maior, a do futuro: a de apagar todos os efeitos de um regime que, há três séculos, é uma escola de desmoralização e inércia, de servilismo e irresponsabilidade para a casta dos senhores, e que fez do Brasil a pátria da escravidão.”

NABUCO, Joaquim. Que é o abolicionismo? São Paulo: Companhia das Letras, 2011., p. 12. (Adaptado).

Sobre o trecho de Joaquim Nabuco (1849-1910), um clássico pensador liberal brasileiro, é correto afirmar que
“O tempo é um conceito-chave para o entendimento do ritmo de vida, do pensamento e das ações existentes no terreiro de Candomblé e na sociedade global. Com o advento da sociedade industrial surge uma nova concepção de trabalho e de tempo incompatíveis com as sociedades norteadas por outras relações de produção, onde o trabalho constituía parte essencial da vida cotidiana e o tempo era marcado segundo o ritmo das tarefas diárias necessárias e das estações do ano.”

GONÇALVES, Maria Alice Rezende. A vida lúdica de uma comunidade de Candomblé no Cubango: um estudo sobre a categoria "brincadeira". Cadernos CERU, v. 10, 1999., p. 48s. (Adaptado).

Com base no texto, sobre as diferentes formas de lidar com o tempo, é correto afirmar que
“Como os laços tradicionais dos nativos constituem a muralha mais forte de sua organização social e a base de suas condições materiais de existência, o método inicial do capital é a destruição e o aniquilamento sistemáticos das estruturas sociais não capitalistas, com que tropeça em sua expansão. Cada nova expansão colonial é acompanhada, naturalmente, dessa luta encarniçada do capital contra a situação social e econômica dos nativos. O capital só conhece, como solução para esse problema, o uso da violência, que constitui um método permanente da acumulação de capital no processo histórico, desde sua origem até os nossos dias. Mas, para as sociedades arcaicas, trata-se de uma questão de vida ou morte, e como não há outra saída, resiste e luta até o seu total esgotamento ou extinção.”

LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que