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“Padeceis de muitos erros e enganos sem vos perceber por causa da ignorante devoção com que vossos doutores vos trazem cegos, não vos permitindo, de maneira nenhuma, a tão proveitosa, saudável e totalmente necessária lição da Sagrada Escritura em língua vulgar, em que bem clara e distintamente, para vossa própria Salvação, a possais entender. Esses doutores, pintando a Sagrada Escritura de forma tão cheia de faltas, tão feia, tão monstruosa, tão horrível, tão medonha e tão perigosa, que nem ainda para ela quereis vós olhar.”

D’ALMEIDA, João Ferreira Annes. Differença d'a Christandade. Batávia: Henrique Brando e João Bruyningo, 1668., p. s.p. (Adaptado).

O missionário protestante João Ferreira de Almeida (1628-1691), além de ter sido o primeiro tradutor da Bíblia cristã para o português, tendo publicado o Novo Testamento em 1681, em Amsterdã, também editou o opúsculo intitulado Diferença da Cristandade, direcionado “a todos os Católicos Romanos da nação portuguesa”, em 1668. Sobre isso, é correto afirmar que
Atente para o seguinte trecho da canção Alucinação do cantor e compositor cearense Belchior (1946-2017):

Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais

Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais

Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais

BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.

Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
“O pecado não é senão o consentimento vicioso da vontade livre ao nos inclinarmos àquelas coisas que a justiça proíbe, e das quais o homem é livre de se abster; ou seja, o mal não está nessas coisas, mas no seu uso não legítimo. O uso das coisas é legítimo, contanto que a alma permaneça na lei de Deus e esteja sujeita ao Deus único com um amor perfeito, e se sirva das demais coisas, que lhe estão sujeitas, sem cupidez e sem luxúria, ou seja, de acordo com o preceito de Deus.”

AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.

Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
“Foi Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) quem primeiro dedicou um estudo sério à análise de proposições lógicas por meio de diagramas”, mais tarde desenvolvidos por Euler e Venn. Para Leibniz, um silogismo aristotélico clássico poderia ser perfeitamente expresso na forma de círculos.

BARON, Margaret E. A note on the historical development of logic diagrams: Leibniz, Euler and Venn. The Mathematical Gazette, v. 53, n. 384, 1969, p. 116s.

Atente, então, para os círculos excêntricos A e B, que contêm parcialmente um ao outro.

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A relação entre os conjuntos A e B pode ser expressa na seguinte sentença: 
“A relação entre cultura, poder e território compõe, para o discurso da nova geografia urbana, uma rede conceitual a partir da qual emergem sentidos outros para a cidade, além do sentido nomoespacial (lei-território) tradicional. No discurso da nova geografia urbana, a cidade se elabora a partir não de individualidades autônomas, mas de sujeitos coletivos que, agindo sobre o espaço urbano, são agentes que efetivam a territorialização dele. A noção de territorialização, portanto, pressupõe sujeitos sociais que se agrupam a partir de uma identidade e promovem a ação de marcar, no território da cidade, essa identidade.”

COSTA, Êmy Virgínia Oliveira da. Topografias e cronografias urbanas: o discurso da cidade às páginas do Caderno3. 2015. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Letras) – Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Pau dos Ferros, 2015., p. 65s. (Adaptado).

Para a Profa. Êmy Costa, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), o discurso-saber-poder da nova geografia compreende o espaço urbano como um campo, em que