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A Revolução Praieira, ocorrida em Pernambuco na década de 1840, foi um movimento de caráter liberal que contestava a centralização do poder imperial e as práticas políticas oligárquicas, buscando maior autonomia provincial e reformas sociais, e resultou em um conflito armado que envolveu diferentes facções políticas e sociais da província.
A fundação de Olinda e Recife no período colonial, embora inicialmente ligadas pela atividade açucareira e pela administração portuguesa, desenvolveu dinâmicas distintas, com Olinda mantendo um caráter mais administrativo e religioso, enquanto Recife prosperou como um importante entreposto comercial e portuário, o que gerou rivalidades históricas entre as duas localidades.
A presença holandesa em Pernambuco durante o século XVII, sob a administração de Maurício de Nassau, foi marcada pela exploração intensiva da mão de obra escravizada africana para a produção açucareira, com poucas iniciativas de desenvolvimento urbano ou artístico, sendo o principal legado a expulsão definitiva das tropas da Companhia das Índias Ocidentais.
A Guerra dos Mascates, ocorrida em Pernambuco no início do século XVIII, foi um conflito de natureza social e econômica que expôs as tensões entre a elite de Olinda e a emergente burguesia de Recife, culminando em intervenção militar portuguesa para pacificar a região.
No período colonial, a administração portuguesa dividiu o vasto território brasileiro em Capitanias Hereditárias, com o objetivo de promover a colonização e a defesa, mas a maioria dessas divisões fracassou devido à distância, à falta de recursos dos donatários e à resistência indígena, levando à centralização do poder com a criação do Governo Geral em 1548.