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Para estabelecer a coerência do texto narrativo, são essenciais marcas de passagem de tempo. No Texto I, exemplificam esse recurso
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Em alguns momentos, no decorrer da narrativa, o nome de Luciano é substituído por outras palavras, de modo a evitar a repetição, garantindo a coesão textual. São exemplos dessa retomada
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O primeiro parágrafo elucida a rotina de Luciano na comunidade onde mora, explicitando as dificuldades enfrentadas por uma criança pobre para se dedicar aos estudos. As situações vivenciadas pelo menino são compatíveis com um grave problema brasileiro que é o(a)
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Na história de Georgina Martins, tem-se um retrato da infância pobre carioca. O personagem Luciano é um menino morador da Favela da Maré que ilustra a precariedade em que as crianças vivem em algumas regiões da cidade. Um trecho que evidencia inequivocadamente essa condição socioeconômica desfavorecida dele é

                                  Os urubus e os sabiás


      Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo em que os bichos falavam ... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão de mandar nos outros. Foi assim que eles organizaram concursos e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás ... Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito.  

      – Onde estão os documentos dos seus concursos? 

      E as pobres aves se olharam perplexas, porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente ... 

      – Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação devida é um desrespeito à ordem. 

      E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás ...

MORAL- Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.

(Rubem Alves, Estórias de quem gosta de escrever. Cortez Editora: São Paulo, 1984: 61-62)
 
Baseando-se na fábula Os urubus e os sabiás, assinale a alternativa que simboliza a metáfora do texto.