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A pelve e o assoalho pélvico, em conjunto com seus ligamentos e fáscias, formam uma estrutura estável que fornece sustentação e proteção aos órgãos pélvicos e conecta os membros inferiores ao esqueleto axial, transmitindo o peso da porção superior do corpo aos membros inferiores. Pelas suas características morfológicas, biomecânicas e pela constituição dos seus tecidos conectivos, já que é na pelve que estão alguns dos ligamentos mais fortes do corpo, se fosse para definir a pelve em uma palavra, essa seria estabilidade. Estabilidade na marcha, estabilidade em repouso, estabilidade para as vísceras e estabilidade para o feto se desenvolver durante a gestação. Sendo assim, relacione corretamente os ligamentos que a pelve possui indicados a seguir com a sua descrição correspondente e assinale a alternativa com a sequência correta.  
1. Ligamentos iliolombares. 2. Ligamentos sacroilíacos anteriores. 3. Ligamentos sacroilíacos posteriores. 4. Ligamentos sacrotuberoso e sacroespinhoso. 5. Ligamentos púbicos anterior, inferior, superior e posterior. 6. Ligamento inguinal. 
A. Limitam a anteversão pélvica. Ambos se originam no sacro, um se insere na tuberosidade isquiática e o outro se insere na espinha isquiática.
B. Articulam os ossos púbicos formando a sínfise púbica, juntamente com o disco de fibrocartilagem interpúbico.
C. Limitam a inclinação lateral do tronco, conectam a quinta vértebra lombar à crista ilíaca.
D. Ponto de inserções musculares, conecta espinhas ilíacas anterossuperiores ao tubérculo púbico.
E. Limitam a anteversão pélvica ou nutação, conectam o sacro à superfície anterior do ílio.
F. Limitam a retroversão pélvica ou contranutação, dividem-se em posterior curto (do ílio posterior à parte inferior do sacro), posterior longo (da espinha ilíaca posterossuperior à terceira e quarta vértebras sacrais) e interósseo (conectam aspectos posteriores das articulações sacroilíacas).  
A realidade de uma população em constante envelhecimento é cada vez mais palpável, tanto no contexto dos países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. A velhice não é sinal de doença, mas a maior expectativa de vida pode vir acompanhada de maior número de doenças crônicas e, dentre elas, está o acidente vascular encefálico (AVE). Este por sua vez, pode ser definido como a redução ou a interrupção completa da circulação sanguínea em determinada região tecidual encefálica gerando comprometimento motor e sensitivo que reflete o local, extensão e duração da lesão. Diante dessa afirmativa, são características clínicas do acidente vascular encefálico (AVE), exceto:
A lesão medular (LM) é uma condição complexa que afeta múltiplos sistemas, impactando significativamente a capacidade individual dependendo do comprometimento da medula espinal. Pode ser traumática ou não traumática. E, a capacidade funcional de um indivíduo é determinada pelo grau de comprometimento dos sistemas motor, sensorial e autonômico. É essencial uma avaliação precisa para diagnosticar a extensão da lesão (completa/incompleta) e identificar os níveis medulares e estruturas íntegras. Assim, esses aspectos são importantes para definir o processo de reabilitação do indivíduo e determinar suas potencialidades, ou seja, quão funcional ele será no futuro. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da fase de reabilitação na lesão medular pós-hospitalização e assinale a alternativa correta.
I. Na reabilitação pós-hospitalização, a fisioterapia avalia mobilidade, função respiratória, integridade da pele, sistema sensório-motor, amplitude de movimento, tônus e força muscular. O objetivo é estimular a reabilitação e prevenir complicações futuras, utilizando ferramentas e escalas de avaliação para documentar a evolução a curto, médio e longo prazo.
II. A fisioterapia pós-lesão medular, ao abranger domínios da Classificação Internacional de Funcionalidade Incapacidade e Saúde (CIF), visa melhorar a participação e qualidade de vida, modificando deficiências para promover a independência. Com os avanços na medicina, reabilitação e tecnologia, indivíduos com lesão medular vivem mais e com maior independência. O foco da reabilitação mudou para qualidade de vida e participação comunitária, tornando essencial avaliar e implementar intervenções que melhorem essa participação.
III. No planejamento da reabilitação, é crucial estabelecer metas funcionais viáveis de curto e longo prazo. Elas são individuais, baseadas na avaliação fisioterapêutica, e respeitam as necessidades e o nível/extensão da lesão medular.
IV. O foco da reabilitação é maximizar a independência funcional. Contudo, se a lesão impedir essa independência, pode ser preciso um cuidador. A avaliação fisioterapêutica, ao identificar dificuldades e potenciais, direciona as metas de tratamento, incluindo, se necessário, cuidadores e familiares. O fisioterapeuta pode ter em mente algumas metas funcionais esperadas em indivíduos com lesão medular completa, de acordo com o nível neurológico preservado. É crucial a avaliação individual de cada paciente para definir novas metas e observar a evolução clínica.
V. A fisioterapia para lesão medular visa fortalecer regiões preservadas, estimular trocas posturais e transferências, otimizar controle de tronco, promover independência em cadeira de rodas e ortostatismo terapêutico. A recuperação funcional e neuroplasticidade estão ligadas a estímulos sensoriais e exercícios repetitivos; otimizar mobilidade, independência e qualidade de vida ainda é um desafio, daí a importância de diferentes intervenções.  
A dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial. A avaliação da dor é fundamental para o tratamento adequado e a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Tanto na fisioterapia quanto em outras áreas da saúde, a avaliação da dor visa compreender sua causa, gravidade e impacto nas atividades diárias, humor, cognição e sono. O fisioterapeuta deve dominar o conhecimento científico e prático para a escolha do tratamento baseado nos mecanismos clínicos, ou seja, de acordo com o tipo de dor predominante. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta a respeito da fisiopatologia da dor nociplástica.  
Uma paciente de 62 anos será submetida a uma cirurgia abdominal eletiva de grande porte. No período pré-operatório, apresenta sedentarismo, sobrepeso e padrão respiratório superficial. No pós-operatório imediato, evolui com dor, redução da expansibilidade torácica e dificuldade para deambular. O Fisioterapeuta é acionado para atuar nas fases pré e pós-operatórias. Nesse contexto, analise as assertivas a seguir:

I. A atuação da fisioterapia no pré-operatório visa principalmente minimizar complicações pulmonares por meio de orientações, exercícios respiratórios e treinamento de tosse eficaz, embora seu impacto possa variar conforme o tipo de cirurgia e condição do paciente.
II. No pós-operatório imediato, a mobilização precoce deve ser postergada na maioria dos pacientes para evitar riscos como deiscência de ferida e instabilidade hemodinâmica, priorizando a estabilização clínica inicial.
III. Exercícios respiratórios no pós-operatório de cirurgias abdominais são desencorajados inicialmente, devido ao potencial aumento da dor e interferência na cicatrização tecidual.

Está(ão) CORRETA(S):