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Uma das ideias mais caras à concepção moderna de ciência pode ser encontrada no dito latino "natura non nisi parendo vincitur" ou seja "só se vence a natureza obedecendo a ela". Essa noção se harmoniza de modo muito estreito com a perspectiva de Francis Bacon de que "saber é poder". Deste modo, acerca da relação entre essas ideias supracitadas e da contribuição de Francis Bacon para a noção moderna de conhecimento científico, é correto afirmar: 

"Falarei na presença do meu Deus do ano vigésimo nono da minha idade. Já tinha vindo para Cartago o bispo dos maniqueístas, chamado Fausto, ´grande laço do demônio´, pois seduzia a muitos por meio da sua melífula eloquência. Não obstante ser esta para mim aplaudida. Sabia, contudo, discerni-la das verdades que desejava aprender. Não reparava no vaso do discurso em que as ministrava, mas sim no alimento de ciência que Fausto, tão conceituado entre eles, me apresentava como manjar. Tinha chegado até mim a fama de que era eruditíssimo nas ciências mais prestigiosas e, sobretudo, conhecedor das artes liberais". (AGOSTINHO. As confissões. Tradução de Angelo Ricci. São Paulo: Abril, 1973. p. 92). 


O fragmento acima da obra de Santo Agostinho introduz sua crítica ao maniqueísmo, doutrina que o filósofo de Hipona havia defendido quando jovem, mas que abandonou posteriormente. Um dos aspectos da doutrina maniqueísta que foi objeto da crítica agostiniana foi justamente:
"Narrar a história da filosofia no século XIII, época clássica da filosofia medieval, é definir as atitudes diversas que foram adotadas nos diferentes meios filosóficos em relação ao aristotelismo. De fato, não só centros de estudos como as universidades de Paris e, mais tarde de Toulouse e de Oxford, que acabavam de se constituir, mas também as grandes ordens religiosas, como os dominicanos e os franciscanos, desempenhavam um papel decisivo na interpretação da filosofia de Aristóteles" (GILSON; Étiene. A filosofia na idade média. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2013, p. 476). 


Sobre a recepção inicial do pensamento de Aristóteles na Idade Média, que antecedeu o período ao qual o fragmento acima faz referência, a partir daquilo que os sírios e bizantinos haviam transmitido aos pensadores árabes como Alfahabi, Avicena e Algazali, é correto afirmar:

“Kant afirma que para que uma ação tenha um conteúdo moral, é necessário que ela atenda a dois critérios que são precisamente os critérios do a priori prático. Em primeiro lugar, é necessário que ela siga uma regra puramente formal, essa regra funciona como uma espécie de molde que se impõe sobre os conteúdos materiais da ação, conferindo-lhes seu caráter moral. Em segundo lugar, é necessário que ela seja motivada unicamente pelo conhecimento e pelo respeito que todos os seres racionais deveriam ter por essa forma de universalidade da ação. Desse modo, poderia se dizer da ação que ela adquire caráter universal e necessário. Kant admite que a ação moralmente correta possua alguma materialidade, mas não é o desejo por essa materialidade que deve motivar a ação, mas sim a conformidade ou o acordo da mesma com a forma da universalidade.” (DIAS, O. A Crítica de M. Scheler ao Formalismo na Ética de I. Kant. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ, 2017. p. 17. Destaque nosso.)


Sobre o sentido da palavra “conformidade” no trecho citado, assinale a alternativa correta.

Trazida até o século XIII por uma tradição na história da filosofia, a chamada sindérese é, segundo Tomás, parte responsável pela apreensão dos primeiros princípios da razão prática.

Sobre a sindérese no pensamento de Tomás de Aquino, assinale a alternativa correta.