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Em empresa pública do setor de defesa, a alta administração revisou prioridades estratégicas no ciclo anual, contudo, o portfólio permaneceu inalterado, pela inexistência de processo formal de reclassificação, priorização dinâmica e descontinuidade. Projetos comprovadamente desalinhados continuaram consumindo recursos escassos, sob o argumento de estabilidade institucional. De acordo com a gestão de portfólios, o cenário apresentado identificou um problema estrutural que consiste em:
Na Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), durante reunião do comitê estratégico, deliberou-se pela manutenção de projeto naval em fase final, apesar de perda de aderência ao plano estratégico da Marinha e redução do valor estratégico prospectivo, sob argumento de que o cancelamento afetaria a imagem institucional. A decisão tomada pelo comitê revelou:
Durante auditoria estratégica, constatou-se que, embora os projetos do portfólio apresentem desempenho satisfatório em prazo e custo, o conjunto não contribui para as metas plurianuais e não há mecanismos formais de cancelamento de iniciativas desalinhadas, sob argumento de eficiência operacional. Diante desse cenário, a situação apresentada evidenciou:
Um órgão público estruturou seu escritório central para gerenciar estrategicamente iniciativas, mas manteve o foco predominante em cronograma, custo e escopo individuais. Não houve análise de balanceamento entre categorias, nem revisão sistemática de aderência ao planejamento estratégico institucional. Os projetos bem executados são mantidos mesmo quando deixam de gerar valor estratégico. De acordo com as distinções conceituais entre gestão de projetos e gestão de portfólio, o equívoco estrutural identificado consistiu na:
Em uma revisão anual do portfólio, após mudanças macroeconômicas e redefinição de prioridades institucionais, o comitê deliberou pela manutenção de projetos com VPL estratégico decrescente, sob o argumento de estarem “90% executados fisicamente”, desconsiderando análise prospectiva de valor e realocação ótima de recursos escassos. A decisão do comitê evidenciou prevalência de: