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O estágio intermediário dos documentos arquivísticos representa uma fase crítica na gestão documental, pois os documentos, embora ainda detenham valor administrativo potencial, não justificam acesso contínuo. A eliminação ou recolhimento para guarda permanente deve obedecer estritamente às tabelas de temporalidade e à análise documental. Sua manutenção sem controle pode gerar passivos legais, administrativos e patrimoniais.
O sistema de protocolo tem como principal função numerar documentos recebidos, sendo desnecessário para os documentos internos que circulam apenas entre setores da própria escola.
No que tange à arquivologia aplicada à rotina escolar, a adoção exclusiva do critério cronológico para organização documental é considerada mais eficiente do que o uso de métodos alfabéticos ou por assunto, uma vez que a temporalidade é o único princípio válido na identificação de documentos de arquivo permanente. 
O correto preenchimento de livros oficiais da escola, como os de matrícula e frequência, exige não apenas conhecimento das normas técnicas de escrituração escolar, mas também domínio da legislação educacional vigente e das terminologias normatizadas por órgãos reguladores como os Conselhos de Educação. Assim, qualquer registro que utilize expressões vagas, regionais ou não padronizadas pode acarretar invalidação do documento e comprometer a fidedignidade do acervo histórico institucional.
Embora os arquivos correntes sejam compostos por documentos de uso frequente e acesso cotidiano, a sua desorganização não compromete diretamente a eficiência administrativa da secretaria escolar, visto que tais documentos, por estarem disponíveis, podem ser localizados intuitivamente pelos servidores.