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Paciente do sexo masculino, 58 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2 há 18 anos, em uso irregular de metformina e insulina NPH, comparece à consulta referindo distensão abdominal progressiva há 12 meses, com piora significativa nos últimos 6 meses. Relata flatulência excessiva, desconforto abdominal difuso e diarreia aquosa, inicialmente ocasional, evoluindo para 4 a 6 evacuações diárias, sem sangue ou muco. Refere sensação de plenitude pós-prandial precoce desde o início do quadro e episódios recorrentes de vômitos alimentares tardios (4 a 6 horas após refeições). Nega febre ou viagens recentes. Relata perda ponderal não intencional de 7 kg no período.
Ao exame físico: emagrecido, abdômen globoso, distendido, timpânico à percussão, com ruídos hidroaéreos diminuídos, indolor à palpação superficial e profunda, sem visceromegalias. Exames laboratoriais: hemoglobina 10,2 g/dL, VCM 104 fL, vitamina B12 180 pg/mL (VR: 200-900), ácido fólico 18 ng/mL (VR: 2-20), albumina 3,2 g/dL, hemoglobina glicada 9,8%. Sorologia para doença celíaca (anti-transglutaminase IgA) negativa. Teste de elastase fecal e gordura fecal negativos. Teste respiratório com lactulose: elevação de hidrogênio de 20 ppm acima do basal em 90 minutos, metano 9 ppm. Endoscopia digestiva alta com biópsias duodenais: mucosa de aspecto normal, histologia sem alterações significativas. Realizado aspirado duodenal durante endoscopia com cultura quantitativa evidenciando 10? unidades formadoras de colônia/mL, com predomínio de Escherichia coli e Klebsiella.
Assinale a afirmativa correta a respeito da interpretação diagnóstica e da fisiopatologia subjacente mais prováveis nesse caso.
Paciente do sexo feminino, 24 anos, internada há 10 dias com quadro de febre persistente (temperatura axilar de 39,2°C), astenia intensa, artralgia em mãos e punhos, fotossensibilidade e emagrecimento de 8 kg no último mês.
Ao exame físico: regular estado geral, mucosas descoradas ++/4+, presença de rash malar, hepatomegalia a 4 cm do rebordo costal direito, esplenomegalia a 3 cm do rebordo costal esquerdo e linfadenomegalia cervical, axilar e inguinal bilateral, com linfonodos de 1,5 a 2 cm, indolores e móveis. Exames laboratoriais: hemoglobina 7,8 g/dL, VCM 88 fL, leucócitos 2.100/mm³ (neutrófilos 1.260/mm³, linfócitos 630/mm³), plaquetas 88.000/mm³. Ferritina 32.000 ng/mL, LDH 1.850 U/L, triglicerídeos 420 mg/dL, fibrinogênio 105 mg/dL, ALT 185 U/L, AST 220 U/L, bilirrubina total 2,8 mg/dL. FAN 1:640 padrão nuclear homogêneo, anti-DNA dupla hélice reagente, complemento C3 35 mg/dL (VR: 90-180), C4 8 mg/dL (VR: 10-40). Sorologias para Epstein-Barr, citomegalovírus e HIV negativas. Mielograma evidencia hiperplasia granulocítica e eritroide com presença de macrófagos realizando hemofagocitose.
A conduta terapêutica mais adequada para esse caso inclui
Um paciente de 60 anos, com hipertensão arterial de longa data, diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica (TFG estimada de 45 mL/min), está em tratamento há mais de um ano e relata seguir rigorosamente a prescrição. Seu regime anti-hipertensivo atual, utilizado nas doses máximas toleradas, consiste em

• Losartana (100 mg/dia);
• Anlodipino (10 mg/dia);
• Hidroclorotiazida (25 mg/dia).
A média das três últimas aferições da Pressão Arterial (PA) no consultório, registradas em visitas separadas nos últimos 6 meses, foi de 158 x 98 mmHg.

De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - 2025, a primeira conduta diante da suspeita de hipertensão resistente neste paciente é
Paciente de 52 anos, sexo masculino, procura consulta ambulatorial para avaliação de rotina. Nega comorbidades prévias e uso de medicações. Refere pai hipertenso e avô paterno com história de infarto agudo do miocárdio aos 58 anos. Nega tabagismo, consome bebidas alcoólicas socialmente.
Ao exame físico: peso 88 kg, altura 1,75 m, IMC 28,7 kg/m2 . Aferição da pressão arterial no consultório, após repouso de 5 minutos, com esfigmomanômetro automático de braço validado, em três medidas com intervalo de 1 minuto: 148/94 mmHg, 146/92 mmHg e 144/90 mmHg. Frequência cardíaca 76 bpm. Ausculta cardiopulmonar sem alterações. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 102 mg/dL, hemoglobina glicada 5,6%, creatinina 1,0 mg/dL, clearance de creatinina estimado 85 mL/min/1,73m2, potássio 4,2 mEq/L, colesterol total 210 mg/dL, LDL 140 mg/dL, HDL 42 mg/dL, triglicerídeos 160 mg/dL, ácido úrico 6,8 mg/dL. Eletrocardiograma: ritmo sinusal, sem alterações.
De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a conduta apropriada para confirmação diagnóstica e avaliação complementar inclui
Paciente do sexo feminino, 28 anos, procura atendimento referindo epistaxes recorrentes desde a infância, com duração superior a 15 minutos, equimoses frequentes sem trauma significativo e menorragia desde a menarca. Relata ainda sangramento prolongado após extração dentária há 2 anos, necessitando retorno ao consultório odontológico. Nega uso de medicações anticoagulantes ou antiplaquetárias. Mãe com história semelhante de sangramentos.
Ao exame físico, apresenta equimoses em membros inferiores. Hemograma: hemoglobina 10,8 g/dL, VCM 72 fL, leucócitos 7.200/mm³, plaquetas 198.000/mm³. Coagulograma: TP 12 segundos (RNI 1,0), TTPa 38 segundos (controle 28 segundos). Ferritina: 8 ng/mL.
A propedêutica laboratorial para investigação diagnóstica inclui a dosagem de