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No modelo de governança das democracias e das repúblicas contemporâneas, existe o fenômeno sociopolítico dos governos de coalizão. Segundo Limongi e Figueiredo (2017), na coalização a iniciativa, a formulação e a proposição da agenda de governo cabem ao Poder Executivo, ao Presidente ou ao seu partido, mas com o apoio de parlamentares das casas legislativas dos outros partidos coalizados. Assim, as negociações e as concessões entre aliados são o “arroz com feijão” de governos multipartidários, seja no parlamentarismo, seja no presidencialismo.

LIMONGI, F.; FIGUEIREDO, A. C. A crise atual e o debate institucional. Novos Estudos Cebrap, v. 36, n. 3, 2017, p. 87-88

Considerando o exposto, avalie as assertivas a seguir.

I. Uma das intenções para se manter a agenda de governo com a coalização é a de assegurar que o mandato popular que emergiu das urnas se cumpra.
II. A lógica da coalização partidária para que exista governabilidade é a de emendar a agenda proposta pelo Poder Executivo junto ao Poder Judiciário.
III. O presidencialismo de coalizão caracteriza-se como um sistema no qual, para se aprovar os projetos de governo, é necessário ter maiorias parlamentares.

Estão corretas as afirmações 
Se, antes, as comunidades locais e tradicionais davam o suporte para o sentimento de pertencimento com o lugar, com o local, criando identidades coletivas (identidades socioculturais), agora as novas tecnologias de comunicação e os processos de interconexões globais das sociedades em rede estão revolvendo esse terreno do sentimento de pertencimento. As identidades socioculturais, embasadas no lugar de vivência ou no local de origem, se defrontam com novas identificações que podem estar distantes do espaço físico-geográfico, mas bastante próximas pela rede mundial de computadores, por exemplo. Como consequência, existem redefinições de identidades locais e regionais nesse mundo social em redes e, não contraditoriamente, o reforço local das tradições e necessidades de preservação dessas identidades.

Com base no exposto, assinale a alternativa correta.
“A lhaneza no trato, a hospitalidade, a generosidade, virtudes tão gabadas por estrangeiros que nos visitam, representam com efeito, um traço definidor do caráter brasileiro, na medida, ao menos, em que permanece ativa e fecunda a influência ancestral dos padrões de convívio humano, informados no meio rural e patriarcal. Seria engano supor que essas virtudes possam significar ‘boas maneiras’, civilidade. São, antes de tudo, expressões legítimas de um fundo emotivo extremamente rico e transbordante.”

Nesse trecho, há uma definição sobre a identidade sociocultural brasileira de um importante intérprete e sociólogo da formação histórica e social do nosso país. Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa definição e o sociólogo que a propôs.
A “cor” no Brasil funciona como uma imagem figurada de “raça” (Guimarães, 2009), assim, alguém só pode ter cor e ser classificado num grupo de cor se existir uma ideologia em que a cor das pessoas tenha algum significado. A cor, assim, é própria da cultura, do social e é simbólica, e não uma simples característica fenotípica da fisiologia humana. Ainda, para Guimarães (2009), as pessoas têm cor apenas no interior de ideologias raciais. Isso significa dizer que a cor da pele apenas tem significado no arcabouço de uma ideologia racial que classifica e marca as pessoas e os grupos como brancos, negros, pardos e amarelos. E tais classificações não são inocentes e sem significados associados que hierarquizam e distinguem as pessoas em uma sociedade marcada por discriminações e atos de racismo.

GUIMARÃES, Antônio Sérgio Alfredo. Racismo e Antirracismo no Brasil. São Paulo: Editora 34, 2009.

Considerando o enunciado, assinale a afirmação correta.
A desconfiança política em excesso por parte de cidadãos que percebem as instituições democráticas como algo, pelo menos, diferente daquilo para o qual se supõe que elas tenham sido criadas (Moisés; Carneiro, 2008) é um fenômeno social que tem se manifestado de forma atual e acentuada, desconfiança que pode gerar mudanças positivas, mas que, também, pode produzir um nível de insatisfação que pode trazer prejuízos para todos que convivem nas democracias representativo-partidárias contemporâneas. No Brasil, no ano de 2024, a pesquisa A Cara da Democracia, realizada pelo Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação (IDDT-INCT) revelou que apenas 5% dos entrevistados afirmaram ter confiança nos partidos políticos, e 22% têm confiança nas Forças Armadas. Ainda, 37% dos entrevistados na pesquisa têm desconfiança do Superior Tribunal Federal (STF), e 32% têm desconfiança da Justiça Eleitoral.

MOISÉS, J. A; CARNEIRO, G.P. Democracia, desconfiança política e insatisfação com o regime: o caso do Brasil. Opinião Pública, v. 14, n. 1, p. 1-42, 2008.

Com base no exposto, avalie as afirmações a seguir.

I. Os índices elevados de desconfiança não correm o risco de se transformar em descrédito e rejeição nas instituições democráticas por parte da população.
II. A desconfiança em certas instituições da democracia significa que este regime de governo está em perigo e pode não continuar a existir pelo voto popular.
III. A qualidade da democracia pode ser posta em questão e revisão porque o descrédito dos cidadãos passa a questionar princípios do sistema democrático.
IV. O reduzido nível de confiança nos partidos políticos abala a legitimidade dessas instituições e fragiliza a participação social ampla na vida política.

É correto o que se afirma em