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No interior das práticas pedagógicas, a apropriação das teorias da aprendizagem não ocorre de forma isenta ou direta, mas exige leitura crítica de seus pressupostos antropológicos e didáticos. O sociointeracionismo vygotskyano, por exemplo, concebe a aprendizagem como processo socialmente mediado que reorganiza qualitativamente as funções mentais. Contudo, na transposição para o campo da didática, há simplificações conceituais que comprometem sua densidade teórica. Qual das alternativas expressa com mais rigor uma interpretação coerente e ao mesmo tempo exigente da perspectiva vygotskyana?
O campo do currículo, conforme autores como Tomaz Tadeu da Silva, Ivor Goodson e Michael Apple, é atravessado por disputas ideológicas e simbólicas que envolvem o que se ensina, a quem se ensina e com que finalidades. Embora discursos oficiais frequentemente defendam o currículo como espaço neutro de transmissão do saber universal, críticas pós-críticas revelam sua função na reprodução de hegemonias e exclusões. Diante disso, qual das alternativas tensiona, de forma consistente, os limites da concepção tradicional de currículo?
A promulgação da LDB (Lei nº 9.394/96), da BNCC e dos Planos Nacionais de Educação expressa a tentativa de organizar o sistema educacional brasileiro a partir de princípios comuns. No entanto, a implementação de políticas curriculares centralizadas pode entrar em tensão com a autonomia docente, especialmente quando se estabelece um modelo de accountability baseado em resultados. Com base nesse cenário, assinale a alternativa que expressa uma implicação crítica dessa tensão entre normatização e autonomia pedagógica.
A chamada Educação 4.0 articula-se à reestruturação econômica e tecnológica da sociedade contemporânea, demandando novas competências como criatividade, colaboração, pensamento crítico e letramento digital. Contudo, autores como António Nóvoa e Philippe Meirieu alertam para o risco de uma educação funcionalista que instrumentalize o ensino às demandas do mercado, esvaziando seu compromisso com a formação humana integral. Com base nesse debate, assinale a alternativa que expressa uma tensão inerente às propostas de Educação 4.0. 
As propostas de inovação didática frequentemente se associam ao uso de tecnologias digitais, dispositivos interativos e plataformas adaptativas. No entanto, como argumentam autores como Moran, Kenski e Pretto, inovação não é sinônimo de tecnificação: trata-se de recriar práticas pedagógicas com intencionalidade crítica e transformação da lógica de ensino-aprendizagem. Considerando esse debate, assinale a alternativa que expressa uma crítica fundamentada à concepção tecnofílica de inovação.