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A colocação pronominal (próclise, mesóclise e ênclise) no português brasileiro contemporâneo, especialmente na modalidade culta escrita, é regida por um conjunto de regras que priorizam a eufonia e a clareza, mas que muitas vezes divergem do uso coloquial. Fatores de atração, como palavras negativas (não, nunca), advérbios (já, sempre) e pronomes relativos (que, quem), exercem forte influência, exigindo a próclise. A ênclise é a posição padrão em inícios de oração na norma culta, e a mesóclise, embora rara na fala, é obrigatória em futuros (do presente ou do pretérito) quando não há fator de atração.


Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a correta colocação pronominal segundo a norma culta:



I. Na oração "O documento que enviaram-me está incompleto", há um desvio da norma culta, pois o pronome relativo "que" é um fator de atração que exige a próclise ("que me enviaram").


II. A frase "Em se tratando de finanças, ele é um especialista" está gramaticalmente incorreta, pois o gerúndio precedido da preposição "em" não permite a próclise, exigindo a ênclise ("Em tratando-se").


III. A construção "Não lamentar-se-ia dos resultados" apresenta um erro de colocação, pois a palavra negativa "Não" atrai o pronome, e o verbo no futuro do pretérito exigiria a mesóclise na ausência do "Não". A forma correta, com o atrativo, é "Não se lamentaria".



Está correto o que se afirma em:

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A adequação linguística é um conceito central da sociolinguística, determinando que não existe "certo" ou "errado" em absoluto, mas sim usos "adequados" ou "inadequados" a um determinado contexto. A transição da linguagem coloquial (usada em situações informais) para a linguagem culta ou formal (exigida em documentos oficiais, trabalhos acadêmicos e discursos públicos) envolve ajustes não apenas no vocabulário, mas também na sintaxe, como a obediência à colocação pronominal (evitando próclise no início de frases), o uso de verbos impessoais (como 'haver' no lugar de 'ter') e a regência verbal e nominal apropriada.


Acerca da reescrita de frases para adequação aos diferentes níveis de formalidade, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:



(__) A frase coloquial "Me dá esse livro" deve ser reescrita na norma culta como "Me dê esse livro", pois a próclise, embora evitada em inícios de frase, é aceitável em contextos formais quando o verbo está no imperativo.


(__) A expressão "a gente" (ex: "A gente vai ao cinema") é considerada um registro culto e pode substituir "nós" (ex: "Nós iremos ao cinema") em uma tese de doutorado sem prejuízo da formalidade.


(__) O uso do verbo "ter" no sentido de "existir" (ex: "Tem muitos problemas aqui") é preferível na norma culta ao verbo "haver" (ex: "Há muitos problemas aqui"), pois é considerado mais direto e moderno.


(__) A sentença "O relatório que eu lhe falei não tá pronto" apresenta marcas de oralidade (regência de "falar" e contração "tá"). Na norma culta, uma reescita adequada seria: "O relatório *de que* (ou *sobre o qual*) eu lhe falei não *está* pronto".



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

A linguagem humana opera em múltiplos níveis de significação, sendo a distinção entre denotação e conotação um pilar central para a análise semântica e estilística. A denotação refere-se ao sentido literal, dicionarizado, de uma palavra, aquele que é compartilhado de forma mais objetiva pela comunidade de falantes e que é prioritário em textos científicos ou técnicos. Em contrapartida, a conotação abrange os sentidos associados, as cargas emocionais, culturais ou subjetivas que uma palavra adquire dependendo do contexto de uso, sendo um recurso fundamental na construção de textos literários, publicitários e opinativos, onde a persuasão e a expressão de subjetividade são mais importantes que a mera informação objetiva.


Considerando a complexa interação entre o sentido literal (denotativo) e o sentido figurado (conotativo) no uso da língua, assinale a alternativa que descreve corretamente a aplicação desses conceitos.

A capoeira é uma manifestação da cultura corporal que transita entre a luta, a dança, o jogo e a música, possuindo uma rica história de resistência cultural afro-brasileira. Sua inserção na Educação Física escolar, prevista na unidade temática 'Lutas' (BNCC) e também dialogando com 'Danças', é fundamental para a aplicação da Lei nº 10.639/03 (História e Cultura Afro-Brasileira). No entanto, sua abordagem pedagógica na escola difere daquela de uma academia ou grupo tradicional:



(__) A abordagem da capoeira na escola deve se concentrar exclusivamente no desenvolvimento da combatividade e da técnica de golpes, preparando o aluno para o confronto físico.


(__) Ao ensinar capoeira, o professor de Educação Física deve evitar os aspectos musicais (instrumentos, cantigas) e a 'roda', focando apenas no movimento ginástico para não interferir em aspectos religiosos.


(__) A BNCC classifica a Capoeira simultaneamente como Luta e Prática Corporal de Aventura, devido aos seus movimentos acrobáticos.


(__) A prática da capoeira na escola deve valorizar seus aspectos históricos (resistência), rituais (a roda, a música) e sua dimensão lúdica (jogo), promovendo o diálogo corporal e o respeito, em vez de focar na violência ou no combate.



Considerando a abordagem pedagógica da Capoeira como cultura corporal de movimento na escola, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas, e, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

A relação entre Educação Física e lazer é um tema relevante, pois um dos objetivos do componente curricular é formar o aluno para a autonomia na gestão de sua vida ativa, incluindo a ocupação do tempo livre de forma significativa. O sociólogo francês Joffre Dumazedier é uma referência clássica ao definir o lazer como um conjunto de ocupações às quais o indivíduo se entrega de livre vontade, após livrar-se de suas obrigações, para repousar, divertir-se ou desenvolver-se. A escola deve, portanto, 'educar para o lazer' e 'educar pelo lazer'. Sobre esta relação, assinale a alternativa correta.