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Um funcionário da prefeitura de São Miguel do Araguaia (GO) é responsável pela manutenção da limpeza em diversas áreas públicas. Ao realizar a varrição de um pátio externo de uma repartição pública, ele deve priorizar a remoção de poeira e sujeira solta. Considerando as boas práticas de higienização para ambientes não hospitalares, qual método de varrição é mais adequado para essa situação específica?
A Sra. Sicrana, uma mulher de 65 anos, está internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com quadro de Insuficiência Respiratória Aguda secundária a uma pneumonia bacteriana grave, além de possuir diagnóstico de Tuberculose Pulmonar ativa (bacilífera). Devido ao quadro, ela faz uso de ventilação mecânica invasiva. Durante o atendimento de fisioterapia respiratória, que incluía a realização de manobras de higiene brônquica e aspiração traqueal, o Dr. Beltrano, fisioterapeuta da unidade, utilizava apenas máscara cirúrgica e luvas de procedimento, alegando que o estoque de máscaras N95/PFF2 estava restrito pela instituição para casos “de extrema urgência . Durante a aspiração, houve a desconexão acidental do circuito do ventilador, gerando uma nuvem de aerossóis ” que atingiu diretamente o rosto e a mucosa ocular do profissional.
Com base nas normas de Biossegurança e Controle de Infecção Hospitalar, analise as assertivas abaixo.
I- O Dr. Beltrano agiu corretamente ao priorizar o atendimento da paciente idosa em ventilação mecânica, mesmo sem o EPI completo, uma vez que o Código de Ética Profissional obriga a assistência imediata, sobrepondo-se às normas de biossegurança institucional em casos de insuficiência respiratória.
II- No caso da Sra. Sicrana (Tuberculose bacilífera), a precaução padrão é suficiente para os procedimentos de rotina, sendo a precaução por aerossóis (máscara N95) indicada apenas se o profissional apresentar sintomas gripais ou imunodeficiência.
III- Ocorreu uma violação do Princípio da Precaução Específica para Aerossóis. Para pacientes com Tuberculose Pulmonar ativa e submetidos a procedimentos geradores de aerossóis (como a aspiração traqueal), o uso da máscara N95 ou PFF2 é obrigatório para o profissional, além dos demais EPIs de precaução padrão.
IV- A falha na gestão de estoque da instituição não exime a responsabilidade de fornecer o EPI adequado. Segundo as normas vigentes, é dever da instituição garantir a disponibilidade contínua de insumos que assegurem a proteção do trabalhador contra riscos biológicos.
V- Em caso de exposição ocular a material biológico, a primeira conduta do Dr. Beltrano deve ser a aplicação de colírio antibiótico de amplo espectro, dispensando a lavagem com água corrente para evitar a disseminação local dos bacilos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A Escala de Coma de Glasgow é o instrumento mais utilizado mundialmente para avaliar o nível de consciência. Após a atualização de 2018, a avaliação da reatividade pupilar foi integrada para oferecer um prognóstico mais preciso através da ECG-P (Escala de Coma de Glasgow com Resposta Pupilar), especialmente em casos de traumatismo cranioencefálico (TCE).
Considere as assertivas abaixo sobre a aplicação da escala.
I- Na avaliação da Resposta Motora, o paciente que não obedece a comandos, mas flexiona o braço rapidamente e o retira da fonte de um estímulo de pressão supraorbitário, de forma inespecífica (sem localizar o estímulo), recebe pontuação 4 (Flexão Normal).
II- A Avaliação da Reatividade Pupilar (P) gera um escore a ser subtraído da soma dos três parâmetros tradicionais (Ocular, Verbal e Motor). Se ambas as pupilas estiverem reagentes, o escore P é 0; se apenas uma reagir, o escore P é 1; se nenhuma reagir ao estímulo luminoso, o escore P é 2.
III- Um paciente com Abertura Ocular ao som (E=3), Resposta Verbal com palavras inapropriadas (V=3) e Resposta Motora de localização ao estímulo de pressão (M=5) totaliza 11 pontos na escala tradicional, o que o classifica tecnicamente em um quadro de TCE moderado.
IV- Com a implementação da reatividade pupilar na escala atualizada (ECG-P), a pontuação total do paciente pode variar de um escore mínimo de 1 até o máximo de 15. V- No parâmetro de Resposta Motora, a “Extensão Anormal” (Escore 2) é clinicamente indicativa de uma gravidade neurológica menor do que a Flexão Anormal (Escore 3). “
É CORRETO o que se afirma apenas em:
O Sr. Sicrano,67 anos, apresenta-se ao serviço de Fisioterapia com histórico de quedas frequentes e lentidão para realizar Atividades da Vida Diária (AVDs). Durante a avaliação, o fisioterapeuta, Dr. Fulano, observa na inspeção: Fácies em máscara (hipomimia facial), postura em flexão (camptocormia leve) e tremor de repouso em contar moedas em extremidades distais. No exame físico, observa a “ ” presença de bradicinesia moderada (pobreza e lentidão de movimentos), marcha festinante (passos curtos e rápidos), com redução do balanço dos braços, e sinal da roda dentada positivo durante a mobilização passiva dos punhos, chegando ao diagnóstico de Deficiência Cinético-Funcional Neurocentral Hipertônica Plástica, com impacto severo na Locomoção Básica e restrições significativas na Participação Social e AVDs. Com base na fisiopatologia da Doença de Parkinson e nas manifestações clínicas observadas, analise as Parkinson assertivas a seguir.
I- A fisiopatologia da doença está centrada na degeneração progressiva dos neurônios dopaminérgicos na substância negra (pars compacta), levando a uma disfunção nos circuitos dos núcleos da base e ao predomínio da via indireta, o que acarreta uma redução da facilitação talamocortical. Isto explica a pobreza de movimentos.
II- A rigidez observada no Sr. Sicrano é do tipo espástica (sinal do canivete), sendo dependente da velocidade do movimento e resultante de uma lesão direta no trato corticoespinal (neurônio motor superior).
III- O tremor de repouso é uma das características cardinais da doença, desaparecendo ou diminuindo significativamente durante a execução de movimentos voluntários e durante o sono.
IV- A bradicinesia manifesta-se não apenas na marcha, mas também na escrita (micrografia) e na fala (hipofonia), sendo essencial a utilização de pistas visuais e auditivas externas durante o tratamento fisioterapêutico para facilitar o início do movimento.
V- O diagnóstico de é estritamente radiológico, sendo a Ressonância Magnética de crânio o único recurso capaz de Parkinson quantificar a perda de dopamina e definir a conduta fisioterapêutica imediata.
É CORRETO o que se afirma em:
O Sr. Beltrano,68 anos, ex-tabagista (carga tabágica de 50 anos/maço), apresenta-se ao serviço de Fisioterapia com queixa de dispneia aos pequenos esforços, como o ato de banhar-se, acompanhada de tosse produtiva crônica. Durante o exame físico, o fisioterapeuta observou: Inspeção: Uso de musculatura acessória (esternocleidomastoideo), aumento do diâmetro anteroposterior do tórax (tórax em tonel) e cianose de extremidades. Palpação: Expansibilidade torácica diminuída globalmente e Frêmito Toraco-Vocal (FTV) reduzido. Percussão: Hipersonoridade pulmonar bilateral. Ausculta: Murmúrio vesicular reduzido, com presença de roncos dispersos e sibilos expiratórios.
Com base no quadro clínico sugestivo de Deficiência Cinético-Funcional Respiratória Obstrutiva (CBDF D04.02) e na semiologia pulmonar, analise as assertivas a seguir.
I- A Radiografia de Tórax é um recurso complementar que permite identificar sinais de hiperinsuflação, como a retificação das cúpulas diafragmáticas e o aumento do espaço retroesternal, corroborando o achado clínico de tórax em tonel.
II- A Gasometria Arterial é contraindicada em pacientes que apresentam cianose de extremidades e uso de musculatura acessória, devido ao risco de alcalose metabólica compensatória imediata durante a coleta.
III- A Espirometria é o exame padrão-ouro para confirmar e quantificar o distúrbio ventilatório obstrutivo, sendo o diagnóstico funcional definido por uma relação VEF1/CVF acima de 0,90 após o uso de broncodilatador.
IV- A utilização de escalas de dispneia validadas é fundamental para quantificar a percepção subjetiva da dispneia relatada pelo paciente, auxiliando na sistematização da assistência e na prescrição da intensidade do exercício.
V- A Oximetria de Pulso substitui a necessidade de gasometria arterial para a avaliação do equilíbrio acidobásico, pois a saturação de oxigênio fornece dados diretos sobre a pressão parcial de gás carbônico no sangue.
É CORRETO o que se afirma apenas em: