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Em Libras, a negação em uma frase pode ser expressa de diversas formas, incluindo o uso do sinal 'NÃO' ou de sinais que já incorporam o sentido negativo em sua própria configuração, além da fundamental utilização de expressões faciais e corporais que reforcem a negação, como balançar a cabeça ou um movimento de desaprovação.
Durante a Idade Média e sob a influência da Igreja Católica, a visão sobre a surdez evoluiu para uma compreensão científica, onde a condição era vista como uma particularidade neurológica, sem conotações de pecado ou punição divina, sendo incentivada a educação e a comunicação através de métodos visuais e gestuais.
A história da comunidade surda é marcada por uma longa trajetória de lutas e conquistas, refletindo o desenvolvimento da sociedade em direção à inclusão. Na Grécia Antiga, as pessoas surdas eram frequentemente consideradas incapazes de raciocinar, o que as privava de direitos e as expunha a discriminação severa, chegando em casos extremos a serem condenadas à morte, embora filósofos como Sócrates já defendessem a comunicação através de gestos e do corpo.
No Egito Antigo, a percepção sobre as pessoas surdas era radicalmente diferente daquela encontrada na Grécia Antiga; enquanto na Grécia eram vistas como incapazes, no Egito eram reverenciadas como deuses, atribuindo-lhes a função de intermediários entre os faraós e as divindades, o que lhes conferia um elevado prestígio e respeito social.
Na língua de sinais, a estrutura frasal não se limita à simples transposição do português; a expressão facial e corporal desempenha um papel crucial na diferenciação de tipos de frases, como afirmativas, negativas e interrogativas, onde a ausência de uma expressão neutra ou a presença de uma expressão de dúvida ou espanto pode alterar completamente o sentido da comunicação.