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Uma mulher de 32 anos procura a Unidade Básica de Saúde queixando-se de cansaço excessivo, perda de interesse nas atividades que antes apreciava, dificuldade de concentração e distúrbios de sono há aproximadamente 2 meses. Refere também alterações do apetite e sentimentos frequentes de culpa e desesperança. Nega pensamentos suicidas ou histórico psiquiátrico prévio. Durante a consulta, a equipe identifica fatores de risco psicossociais, incluindo sobrecarga familiar, desemprego recente e pouco apoio social. A unidade dispõe de instrumentos de triagem de saúde mental, como o PHQ-9, mas não tem psiquiatra em regime de atendimento contínuo.
Considerando os princípios da Atenção Primária à Saúde, as diretrizes do Ministério da Saúde para saúde mental na APS, e o manejo baseado em evidências, qual a conduta mais adequada?
Uma criança de 18 meses é levada à Unidade Básica de Saúde para consulta de puericultura. A mãe refere irritabilidade, inapetência e atraso recente na aquisição da linguagem. A criança nasceu a termo, com peso adequado, não apresenta doenças crônicas conhecidas e está com calendário vacinal atualizado. Na anamnese alimentar, identifica-se desmame precoce, consumo elevado de leite de vaca integral desde os 9 meses, baixa ingestão de alimentos fonte de ferro e ausência de suplementação profilática. Ao exame físico: palidez cutâneo mucosa discreta, sem hepatoesplenomegalia. Hemograma solicitado pela equipe mostra: Hb = 9,8 g/dL; VCM = 68 fL; RDW aumentado. Qual deverá ser a conduta mais adequada para este paciente?
Uma Equipe de Saúde da Família atua em território com predominância de população negra e presença de comunidade quilombola. A análise dos indicadores locais demonstra razão de mortalidade materna superior à média estadual, maior proporção de óbitos por causas evitáveis e início tardio do pré-natal entre mulheres negras. Relatos das usuárias apontam dificuldades de acesso oportuno à UBS, experiências de desvalorização de queixas durante a gestação e falhas na articulação entre Atenção Primária e maternidades de referência.

Considerando a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), os princípios do SUS e o papel da Atenção Primária à Saúde na redução da mortalidade materna, qual a estratégia MAIS adequada para enfrentamento do problema no território?
Uma Equipe de Saúde da Família atua em território que inclui uma comunidade quilombola reconhecida. A análise do território revela maior incidência de hipertensão arterial, óbitos evitáveis por condições sensíveis à Atenção Primária e baixa adesão ao acompanhamento pré-natal. Durante a escuta qualificada da comunidade, emergem relatos de experiências de racismo institucional, dificuldade de acesso oportuno aos serviços e desconsideração de saberes tradicionais no cuidado.
Considerando os princípios do SUS, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) e os atributos da Atenção Primária à Saúde, qual a estratégia mais adequada para reorganização do cuidado nesse contexto?
Uma Secretaria Municipal de Saúde identifica aumento progressivo de internações por condições sensíveis à Atenção Primária (ICSAP) em um território coberto por três Equipes de Saúde da Família. Apesar de boa cobertura populacional, observam-se falhas na coordenação do cuidado, baixa adesão dos usuários às ações programáticas e conflitos frequentes entre profissionais e gestão local. Diante desse cenário, a gestão decide adotar o Planejamento Situacional em Saúde, conforme a abordagem de Carlos Matus, para reorganizar as ações no território.

Considerando os fundamentos do Planejamento Situacional, qual das ações melhor expressa uma ação compatível com essa metodologia?