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No filme Psicose, de Alfred Hitchcock, o espectador constata a valorização dos personagens, sempre presentes, sempre tratados de maneira individualizada; são mais frequentemente grupos pequenos do que numerosos. O cineasta filmou-os de perto, mostrando sobretudo os rostos, a parte superior dos corpos. As paisagens são raras e, quando existem, estão dramatizadas e intimamente ligadas à ação: uma casa inquietante, um pântano que irá tragar um carro. Percebe-se que não há momentos de contemplação, mas que todas as imagens dependem de uma vontade preponderante de narrar.

(Coli. Adaptado)


É possível, portanto, detectar corretamente

Em seu texto, O que é arte, Jorge Coli aponta para as dificuldades da definição do que é arte e da impossibilidade dessa definição a partir da natureza da produção artística. Sua proposta indica que essa concepção pode ser encontrada
A ideia de um museu imaginário, elaborada por André Malraux tinha como base

O discurso do modernismo era o discurso da criatividade. Mas ninguém sabia bem o que era isso naquela época. Ser criativo era fazer coisas novas. Por isso, com o tempo, a originalidade passou a ser um critério relativo. Hoje, há outros processos importantes da criatividade, como ter fluência e flexibilidade, dar várias soluções para um mesmo problema e desenvolver a capacidade de, dada uma circunstância, reelaborar uma ideia.

(Ana Mae Barbosa, entrevista ao Jornal Folha de S.Paulo, no dia 26.04.2005, in Abordagem Triangular no Ensino das Artes e Culturas Visuais)


O depoimento de Barbosa aponta para a conclusão de que

Em seu livro A Imagem no Ensino da Arte, Ana Mae Barbosa apresenta os pressupostos da Abordagem Triangular no Ensino da Arte, considerando sua origem nas teorias e práticas norte-americanas denominadas DBAE – Disciplined Based Art Education. Essas, por sua vez, segundo a autora, têm como precursores