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Durante a preparação de atletas de alto rendimento no atletismo, o VO? máx é frequentemente utilizado como métrica principal de aptidão cardiorrespiratória. Um estudo com corredores de elite mostrou que, apesar de apresentarem VO? máx entre 70 e 85 ml/kg/min, havia grande variabilidade nos tempos de prova. Especialistas atribuem essa variação ao limiar anaeróbio, à economia de movimento e à tolerância ao lactato. No entanto, mesmo diante desses fatores, considera-se cientificamente válido afirmar que o VO? máx, por refletir diretamente a capacidade mitocondrial e o débito cardíaco, é o principal e mais confiável preditor do desempenho em esportes de resistência, superando inclusive o limiar anaeróbio.
Durante a elaboração de um macrociclo de treinamento para uma equipe de voleibol feminino sub-18, o preparador físico optou por aumentar a intensidade semanal dos exercícios pliométricos em 20%, sem alterar o volume de treinos técnicos. Essa estratégia é justificada pelo princípio da sobrecarga, mas deve obedecer aos princípios da especificidade e individualidade biológica. Ao considerar a manipulação de carga como única variável adaptativa, o profissional respeita integralmente os princípios do treinamento físico, inclusive o da variabilidade.
No que se refere à prescrição de treinamento resistido para idosos, é incorreto afirmar que devem ser evitadas intensidades superiores a 60% de 1RM, mesmo com acompanhamento profissional, devido ao suposto alto risco cardiovascular, pois as evidências indicam que, com monitoramento adequado, intensidades moderadas a elevadas são seguras e eficazes para promover ganhos de força e funcionalidade nesta população.
Na avaliação da composição corporal, é correto afirmar que a bioimpedância elétrica, embora forneça estimativas de massa magra, gordura e água corporal, está sujeita a variações significativas decorrentes do estado de hidratação e do tempo de jejum do avaliado, sendo, portanto, imprescindível o controle rigoroso dessas variáveis para assegurar a confiabilidade dos resultados.
No contexto do treinamento pliométrico, é incorreto afirmar que o ciclo alongamentoencurtamento, ao permitir o aproveitamento da energia elástica armazenada nos tendões, depende de uma fase excêntrica prolongada para maximizar a eficiência do salto, uma vez que a efetividade desse mecanismo é maior quando a transição entre a fase excêntrica e a concêntrica ocorre rapidamente, reduzindo a dissipação da energia elástica.