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No contexto da Estratégia Saúde da Família, a prática humanizada, competente e resolutiva, aliada a uma visão sistemática e integral do indivíduo, da saúde e da comunidade, é essencial para que os profissionais compreendam e abordem as múltiplas causas que podem levar ao adoecimento, indo além do tratamento específico da doença e considerando os determinantes sociais e ambientais da saúde.
A universalização, a equidade e a integralidade são princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS) que orientam a atuação da Estratégia Saúde da Família, garantindo o acesso à saúde para todos, o atendimento igualitário independentemente de características individuais e a consideração do indivíduo como um ser complexo em suas diversas relações sociais e ambientais.
A articulação entre os diversos dispositivos de saúde e assistência social, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Testagem e Diagnóstico (CTA) e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), configura uma rede intersetorial essencial para o funcionamento da Estratégia Saúde da Família, promovendo um atendimento mais ágil e completo aos usuários.
A Estratégia Saúde da Família (ESF), consolidada em 2006, incorporou e ampliou a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), atuando como um modelo assistencial de atenção básica fundamentado em equipes multiprofissionais que desenvolvem ações de saúde a partir do conhecimento local e das necessidades da população adscrita a um território definido.
A atuação do Agente Comunitário de Saúde na Estratégia Saúde da Família deve ser pautada por uma visão fragmentada do indivíduo, focando apenas nos aspectos biológicos da doença e desconsiderando as influências sociais, econômicas e ambientais em sua saúde.