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Leia o texto a seguir:

     Levada a cabo pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), desde sua criação em 1937, essa política preservacionista deixou um saldo de bens imóveis tombados, referentes aos setores dominantes da sociedade. Preservaram-se as igrejas barrocas, os fortes militares, as casas-grandes e os sobrados coloniais.

(Ricardo Oriá, “Memória e ensino de História”. Em: Circe M. F. Bittencourt, O saber histórico na sala de aula, 1997. Adaptado)

Considerando o contexto abordado, está correto afirmar que a referida política preservacionista
Leia o texto a seguir:

    Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.

(Pierre Nora, “Entre Memória e História – A problemática dos lugares”, 1993. Disponível em: http://www4.pucsp.br/ projetohistoria/downloads/revista/PHistoria10.pdf)

Considerando a perspectiva da corrente historiográfica subjacente ao excerto, está correto afirmar que uma das distinções fundamentais entre os dois conceitos mencionados consiste na ideia de que a memória 
Leia o texto a seguir:

    Durante a Revolução Francesa, o valor nacional dos bens se sobrepunha a seu valor histórico, econômico e artístico. A partir desse momento, bens remanescentes do passado, da memória da nação, são simbolicamente utilizados como suportes para a construção de uma identidade coletiva, nacional. Valendo-se dos bens culturais que concebem o patrimônio e que estão associados ao passado e à história da nação, o próprio Estado-Nacional preocupa-se com a seleção dos objetos e coleções que o representam. Foi sobretudo na França que o sentido do patrimônio se consolidou, pois representava naquele momento político conturbado durante e pós-Revolução Francesa um sentimento novo, de elo comum, de uma riqueza moral de toda a nação.

(Viviane Pedrazani, “Patrimônio cultural no Brasil: trajetórias de sujeitos, leis e instituições”, 2022. Disponível em: https://revistahumanares.uespi.br/ index.php/HumanaRes/article/download/119/70. Adaptado)

O fragmento apresenta discussão acerca 
Leia o texto a seguir:

    Quando adotamos a perspectiva de gênero, estamos pensando nas maneiras como as sociedades entendem, por exemplo, o que é “ser homem” e “ser mulher” e o que é que consideram “masculino” e “feminino”.
     Ideias sobre masculinidade e feminilidade, formas de classificar as garotas a partir de determinadas normas sobre o comportamento sexual, papéis e identidades tais como “esposa ideal” e “pai de família”, por exemplo, são encarados como concepções produzidas, reproduzidas e/ou transformadas ao longo do tempo, que podem variar em cada contexto social, sendo, portanto, objeto de interesse da História.

(Carla B. Pinsky, “Gênero”. Em: Novos temas nas aulas de história, 2009. Adaptado)

Partindo do exposto, está correto afirmar que
Leia o texto a seguir:

    Uma das primeiras obras que reivindicou pertencer a esse gênero, e do qual poderíamos até dizer que é inventora, foi o livro de um historiador mexicano, Luís González y Gonzáles, Pueblo en vilo [...], publicado em 1968. Tratava-se de um estudo monográfico sobre uma comunidade aldeana do México central ao longo de quatro séculos, levado a cabo com a convicção de que esse tipo de abordagem seria suscetível de restituir uma parte ignorada ou escondida da existência social, uma parte que o autor não hesitava em caracterizar como mátria, feminina, próxima, familiar, afetiva. A monografia e, particularmente, a monografia aldeana é um gênero solidamente instalado nos hábitos historiográficos [...].

(Jacques Revel, “[...]: o que as variações de escala ajudam a pensar em um mundo globalizado”. Disponível em: https://www.scielo.br/ j/rbedu/a/k5MsKMHv6ZQvPsF5vqvdkpB/?format=pdf&lang=pt)

O gênero a que se refere o excerto é a