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A atuação do professor de Libras no Ensino Fundamental Bilíngue de Surdos exige uma compreensão profunda sobre as diferenças metodológicas entre o ensino de Libras como L1 (Primeira Língua) para alunos surdos e o ensino de Libras como L2 (Segunda Língua) para alunos ouvintes (que também pode ocorrer na escola inclusiva). A abordagem L1 foca na aquisição natural e no desenvolvimento da identidade, enquanto a abordagem L2 foca no aprendizado de uma língua adicional, muitas vezes com base em traduções ou comparações com a L1 (Português).
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as metodologias de ensino de Libras:

I.No ensino de Libras como L1 para surdos, a metodologia deve ser imersiva e visual, usando a própria língua como meio de instrução e focando no desenvolvimento discursivo e cognitivo através dela.

II.No ensino de Libras como L2 para ouvintes, é comum e pedagogicamente aceitável utilizar o Português (L1 do ouvinte) como língua de instrução e mediação, especialmente nos níveis iniciais.

III.A metodologia de ensino de L1 para surdos e L2 para ouvintes é idêntica, devendo ambas focar na memorização de vocabulário e na tradução direta do Português.


Está correto o que se afirma em:
O estudo da linguística das línguas de sinais, iniciado por William Stokoe, revelou que elas possuem uma estrutura gramatical complexa e organizada, equivalente às línguas orais, embora em modalidade visual-espacial. A fonologia da Libras, por exemplo, não se baseia em sons, mas em unidades mínimas visuais que se combinam para formar os sinais. Tradicionalmente, esses elementos são conhecidos como os 'parâmetros' do sinal. A alteração de apenas um desses parâmetros pode mudar completamente o significado de um sinal, similar à troca de um fonema em português (como 'pata' e 'bata'). A literatura acadêmica consolidou a existência de cinco parâmetros principais. Assinale a alternativa que lista corretamente esses cinco parâmetros fundamentais da Libras.
A história da educação de surdos no Brasil está intrinsecamente ligada à fundação de uma instituição pioneira no Rio de Janeiro, em 1857, durante o Segundo Reinado. Esta instituição foi criada por iniciativa de D. Pedro II, que convidou o professor surdo francês Ernest Huet. Huet trouxe para o Brasil a metodologia que utilizava na França, baseada na Língua de Sinais Francesa (LSF). A partir da mistura da LSF com os sinais já utilizados pelos surdos brasileiros (Língua de Sinais Urbana), começou a se formar o que hoje conhecemos como Libras. Esta instituição foi o berço da comunidade surda brasileira e, apesar de ter adotado o oralismo puro décadas depois, por influência do Congresso de Milão, sua fundação é o marco inicial da educação formal de surdos no país. Assinale a alternativa que indica corretamente o nome dessa instituição.
Nos estudos socioantropológicos da surdez, é fundamental diferenciar dois conceitos que, embora relacionados, não são sinônimos: 'Cultura Surda' e 'Comunidade Surda'. A compreensão dessa diferença impacta diretamente a prática pedagógica do professor de Libras, que atua não apenas no ensino da língua, mas na interseção dessas esferas sociais e identitárias. A 'Cultura' refere-se aos artefatos, valores e experiências, enquanto a 'Comunidade' refere-se ao grupo social.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esses conceitos:

I.A 'Cultura Surda' (com 'S' maiúsculo) refere-se ao conjunto de experiências visuais, valores, comportamentos, artefatos culturais (como piadas, poesias, histórias em Libras) e a própria língua de sinais, que unem um povo.

II.A 'Comunidade Surda' é um conceito que inclui exclusivamente pessoas surdas que são filhas de pais surdos e que utilizam a Libras como L1 desde o nascimento.

III.A 'Comunidade Surda' é um espaço de encontro social e político, composto por pessoas surdas e também por ouvintes (como intérpretes, familiares, professores, amigos) que participam, utilizam a Libras e compartilham dos mesmos ideais e objetivos daquele grupo.


Está correto o que se afirma em:
O Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, regulamentou a Lei nº 10.436/2002 e detalhou profundamente a formação dos profissionais envolvidos na educação de surdos, bem como a garantia de acesso em diversas esferas. Este decreto foi um passo essencial para tirar a Lei de Libras do papel, estabelecendo diretrizes claras para a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação do tradutor e intérprete de Libras (TILSP) e a formação específica dos docentes para o ensino de Libras e dos instrutores de Libras. A diferenciação entre esses profissionais e suas respectivas formações é um ponto central do decreto.
Acerca do que dispõe o Decreto nº 5.626/2005 sobre a formação desses profissionais, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O decreto estabelece que a formação do 'Instrutor de Libras' em nível médio deve ser realizada exclusivamente por meio de cursos de graduação em Letras-Libras.

(__)Segundo o decreto, o 'Professor de Libras' para atuar nas séries finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ter formação em nível superior, em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras.

(__)O decreto prioriza a contratação de instrutores de Libras ouvintes, desde que possuam certificação de proficiência (PROLIBRAS), para atuar na educação infantil e séries iniciais.

(__)O decreto define que o 'Instrutor de Libras' é o profissional ouvinte responsável por traduzir a Libras para o Português nas salas de aula regulares.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: