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Para Devide (2023), a Educação Física escolar numa perspectiva coeducativa deve objetivar a equidade entre os sexos e caminhar pela construção de um espaço reflexivo sobre as relações de gênero. Além disso, tal perspectiva deve estabelecer o combate às desigualdades e aos preconceitos, criando espaços favoráveis para uma formação integrada e de valorização das diferenças entre os estudantes nas práticas corporais. O autor elenca alguns princípios fundamentais para uma perspectiva coeducativa, como o:
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De acordo com Valter Bracht (1999), a entrada mais decisiva das ciências sociais e humanas na área da Educação Física permitiu ou fez surgir uma análise crítica do paradigma da aptidão física. Nas décadas de 1970 e 1980, o eixo central da crítica que se fez ao paradigma da aptidão física e esportiva foi dado pela análise da função social da Educação, e da Educação Física em particular, como elementos constituintes de uma sociedade capitalista marcada pela dominação e pelas diferenças (injustas) de classe. Para o autor, duas propostas deste período vão mais explícita e diretamente derivar-se das discussões da pedagogia crítica brasileira. São elas:
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Sobre novas perspectivas para o campo, Bossle e Nunes (2025) apresentam alguns princípios gerais que devem sustentar a sua proposição para a Educação Física escolar, sendo três deles: a problematização, a dialogicidade e o reconhecimento do inacabamento na construção de um corpo consciente. Nesse sentido, Bossle e Nunes, inspirados na teoria freireana, propõem uma:
A Sociedade Recreativa Escola de Samba (S.R.E.S.) Lins Imperial é uma escola de samba brasileira da Cidade do Rio de Janeiro, sediada na rua Lins de Vasconcelos, no bairro de mesmo nome. Para o Carnaval de 2026, a S.R.E.S. Lins Imperial encontra inspiração na água, estabelecendo como enredo “Macacu – No caminho das águas cristalinas, reflete a alma da criação”. A partir dessa aproximação entre o samba e a Cidade de Cachoeiras de Macacu, os professores de Educação Física da cidade podem mirar na iniciativa da Lins Imperial para tematizarem o samba em suas aulas, compreendendo-o como:
A Educação Física carrega consigo marcas de uma história excludente, baseando-se no rendimento e na performance motora como aspectos centrais, conforme problematizam as professoras Fonseca e Ramos (2017). Ao partir do entendimento de que a inclusão é um conceito amplo, uma perspectiva que não privilegia somente uma parte da população e não se limita à simples inserção de pessoas rotuladas como diferentes num ambiente do qual têm sido historicamente excluídas, as autoras advogam por uma Educação Física escolar inclusiva que consiste em: