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Leia o trecho a seguir.
Para um antropólogo, a importância da religião está em sua capacidade de servir, para um indivíduo ou para um grupo, como fonte de concepções gerais, embora distintas, do mundo, do eu e das relações entre si, por um lado — seu modelo de — e como fontes de disposições ‘mentais’ não menos distintas — seu modelo para —, por outro. Dessas funções culturais derivam, por sua vez, as funções sociais e psicológicas.
Adaptado de GEERTZ, Clifford. La interpretación de las culturas. Barcelona: Gedisa Editorial,2003, p.116.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir acerca da concepção de religião para Clifford Geertz e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A religião opera simultaneamente como um modelo da realidade e como um modelo para a ação, ao articular concepções de mundo e disposições orientadoras da conduta.
( ) As funções sociais e psicológicas da religião decorrem de seu caráter como sistema cultural de significações.
( ) A religião se define principalmente por sua capacidade de organizar institucionalmente a vida social por meio de normas explícitas.
As afirmativas são, respectivamente,
Para um antropólogo, a importância da religião está em sua capacidade de servir, para um indivíduo ou para um grupo, como fonte de concepções gerais, embora distintas, do mundo, do eu e das relações entre si, por um lado — seu modelo de — e como fontes de disposições ‘mentais’ não menos distintas — seu modelo para —, por outro. Dessas funções culturais derivam, por sua vez, as funções sociais e psicológicas.
Adaptado de GEERTZ, Clifford. La interpretación de las culturas. Barcelona: Gedisa Editorial,2003, p.116.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir acerca da concepção de religião para Clifford Geertz e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A religião opera simultaneamente como um modelo da realidade e como um modelo para a ação, ao articular concepções de mundo e disposições orientadoras da conduta.
( ) As funções sociais e psicológicas da religião decorrem de seu caráter como sistema cultural de significações.
( ) A religião se define principalmente por sua capacidade de organizar institucionalmente a vida social por meio de normas explícitas.
As afirmativas são, respectivamente,
Leia o trecho a seguir.
O processo cultural sempre abrange seres humanos que mantém relações definidas uns com os outros, ou seja, são organizados, manuseiam artefatos e comunicam-se entre si pela palavra ou outro tipo de simbolismo. Os artefatos, os grupos organizados e o simbolismo são três dimensões do processo cultural que estão intimamente relacionadas. Podemos dizer que cada artefato é ou um implemento ou ainda um objeto de uso direto, isto é, pertencente à classe dos bens de consumo.
Adaptado de MALINOWSKI, Bronislaw. Uma teoria científica da cultura. Rio de Janeiro: Zahar,1975, p.141.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a corrente antropológica à qual se vincula a perspectiva apresentada.
O processo cultural sempre abrange seres humanos que mantém relações definidas uns com os outros, ou seja, são organizados, manuseiam artefatos e comunicam-se entre si pela palavra ou outro tipo de simbolismo. Os artefatos, os grupos organizados e o simbolismo são três dimensões do processo cultural que estão intimamente relacionadas. Podemos dizer que cada artefato é ou um implemento ou ainda um objeto de uso direto, isto é, pertencente à classe dos bens de consumo.
Adaptado de MALINOWSKI, Bronislaw. Uma teoria científica da cultura. Rio de Janeiro: Zahar,1975, p.141.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a corrente antropológica à qual se vincula a perspectiva apresentada.
Leia os trechos a seguir.
I. A perspectiva defendida por Janet Carsten, conhecida como o novo parentesco, utilizou-se do pensamento de Schneider para pensar a concepção de parentes em função de outras dimensões, diferentes do elo biológico. O esforço para desnaturalizar o lugar da mulher (mãe/esposa); para contestar as opressões de gênero relacionadas ao caráter natural da procriação e das diferenças fisiológicas. Mas Carsten pondera que pensar as “relacionalidades” afastadas da dimensão biológica arrisca colocar outro problema: quaisquer relações poderiam ser vistas, no limite, como relações de parentesco.
Adaptado de MURILLO, Aline Lopes. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia,2016.
II. A Etnologia americanista critica essa nova abordagem do parentesco por considerar que ele carrega o traço eurocêntrico da dicotomia dado/construído, específica do parentesco ocidental, apontando o caráter construído do parentesco para qualquer sociedade. A partir dessas críticas, a ideia de relatedness passou a ser conhecida como parentesco construtivista.
Adaptado de MURILLO, Aline Lopes.2016. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia,2016.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a dimensão relacional dos seres humanos.
I. A perspectiva defendida por Janet Carsten, conhecida como o novo parentesco, utilizou-se do pensamento de Schneider para pensar a concepção de parentes em função de outras dimensões, diferentes do elo biológico. O esforço para desnaturalizar o lugar da mulher (mãe/esposa); para contestar as opressões de gênero relacionadas ao caráter natural da procriação e das diferenças fisiológicas. Mas Carsten pondera que pensar as “relacionalidades” afastadas da dimensão biológica arrisca colocar outro problema: quaisquer relações poderiam ser vistas, no limite, como relações de parentesco.
Adaptado de MURILLO, Aline Lopes. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia,2016.
II. A Etnologia americanista critica essa nova abordagem do parentesco por considerar que ele carrega o traço eurocêntrico da dicotomia dado/construído, específica do parentesco ocidental, apontando o caráter construído do parentesco para qualquer sociedade. A partir dessas críticas, a ideia de relatedness passou a ser conhecida como parentesco construtivista.
Adaptado de MURILLO, Aline Lopes.2016. Cultures of relatedness. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, Departamento de Antropologia,2016.
Com base nos trechos, assinale a opção que apresenta corretamente a interpretação dos autores sobre a dimensão relacional dos seres humanos.
Leia o trecho a seguir.
O corpo que “nós” produzimos é construído por um “nós” amplo. Os pacientes participam ativamente dessas práticas. No consultório, eles falam, permitem que o médico apalpe e avalie suas condições. No laboratório, eles contribuem ao falar pouco, permitindo que o técnico realize medições. No entanto, também é possível investigar o corpo que este ou aquele “nós” produz em outros contextos, fora do hospital. No consultório de nutricionistas, por exemplo, o que constitui o problema central, por exemplo, é o “sobrepeso”. Em relação a isso, os corpos são produzidos como gulosos, como necessitados de nutrientes. Ou ainda são produzidos de maneira distinta, como carentes de satisfação, desejosos de cuidado ou famintos de afeto. Como é possível estudar tudo isso? Atentando ao que acontece em uma prática, interrogando o que cada elemento da cena sugere sobre a realidade em jogo, fazendo perguntas aos participantes para compreender suas perspectivas, e realizando leituras complementares.
Adaptado de MARTIN, Denise et al, Multiple bodies, political ontologies and the logic of care: an interview with Annemarie Mol, Interface,22(64),2018, p.296.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente o enfoque analítico apresentado.
O corpo que “nós” produzimos é construído por um “nós” amplo. Os pacientes participam ativamente dessas práticas. No consultório, eles falam, permitem que o médico apalpe e avalie suas condições. No laboratório, eles contribuem ao falar pouco, permitindo que o técnico realize medições. No entanto, também é possível investigar o corpo que este ou aquele “nós” produz em outros contextos, fora do hospital. No consultório de nutricionistas, por exemplo, o que constitui o problema central, por exemplo, é o “sobrepeso”. Em relação a isso, os corpos são produzidos como gulosos, como necessitados de nutrientes. Ou ainda são produzidos de maneira distinta, como carentes de satisfação, desejosos de cuidado ou famintos de afeto. Como é possível estudar tudo isso? Atentando ao que acontece em uma prática, interrogando o que cada elemento da cena sugere sobre a realidade em jogo, fazendo perguntas aos participantes para compreender suas perspectivas, e realizando leituras complementares.
Adaptado de MARTIN, Denise et al, Multiple bodies, political ontologies and the logic of care: an interview with Annemarie Mol, Interface,22(64),2018, p.296.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente o enfoque analítico apresentado.
Leia o trecho a seguir.
Este termo aponta não para a destruição física dos homens, mas para a destruição de sua cultura. Portanto, é a destruição sistemática dos modos de vida e pensamento de povos diferentes daqueles que empreendem essa destruição. Este termo pressupõe um discurso de que é praticado para o bem do selvagem. Por exemplo, a doutrina oficial do governo brasileiro quanto à política indigenista: "Nossos índios, proclamam os responsáveis, são seres humanos como os outros. Mas a vida selvagem que levam nas florestas os condena à miséria e à infelicidade. É nosso dever ajudá-los a libertar-se da servidão.
Adaptado de CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência. São Paulo: Editora Cosac & Naify.2004, pp.56- 57.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente o processo cultural descrito.
Este termo aponta não para a destruição física dos homens, mas para a destruição de sua cultura. Portanto, é a destruição sistemática dos modos de vida e pensamento de povos diferentes daqueles que empreendem essa destruição. Este termo pressupõe um discurso de que é praticado para o bem do selvagem. Por exemplo, a doutrina oficial do governo brasileiro quanto à política indigenista: "Nossos índios, proclamam os responsáveis, são seres humanos como os outros. Mas a vida selvagem que levam nas florestas os condena à miséria e à infelicidade. É nosso dever ajudá-los a libertar-se da servidão.
Adaptado de CLASTRES, Pierre. Arqueologia da violência. São Paulo: Editora Cosac & Naify.2004, pp.56- 57.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente o processo cultural descrito.