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Leia o caso a seguir.
Uma comunidade formada por descendentes de imigrantes europeus que chegaram ao Brasil no século XIX preservou, ao longo de gerações, uma variedade linguística própria. Em razão de sua relevância para a memória, a história e a identidade do grupo, essa língua foi reconhecida pelo município como patrimônio cultural imaterial. Com o objetivo de obter reconhecimento em âmbito nacional e promover ações de valorização, seus representantes pretendem solicitar sua inclusão no Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Nesse contexto, um levantamento sociolinguístico identificou que a maioria dos falantes é bilíngue em português e constatou a interrupção da transmissão da língua às novas gerações, já que atualmente nenhuma criança a aprende.
Com base no caso, analise as afirmativas a seguir sobre os critérios considerados para a inclusão de línguas no Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL).
I. A quantidade de falantes bilíngues é um dado relevante para o diagnóstico sociolinguístico realizado no processo de inventário, mas não impede sua inclusão no INDL.
II. O reconhecimento da variedade linguística como patrimônio cultural imaterial pelo município constitui requisito prévio indispensável para sua inclusão no INDL.
III. A interrupção da transmissão intergeracional da língua constitui um indicador de redução de sua vitalidade linguística, o que lhe confere prioridade para inclusão no INDL.
Está correto o que se afirma em
Uma comunidade formada por descendentes de imigrantes europeus que chegaram ao Brasil no século XIX preservou, ao longo de gerações, uma variedade linguística própria. Em razão de sua relevância para a memória, a história e a identidade do grupo, essa língua foi reconhecida pelo município como patrimônio cultural imaterial. Com o objetivo de obter reconhecimento em âmbito nacional e promover ações de valorização, seus representantes pretendem solicitar sua inclusão no Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL). Nesse contexto, um levantamento sociolinguístico identificou que a maioria dos falantes é bilíngue em português e constatou a interrupção da transmissão da língua às novas gerações, já que atualmente nenhuma criança a aprende.
Com base no caso, analise as afirmativas a seguir sobre os critérios considerados para a inclusão de línguas no Inventário Nacional da Diversidade Linguística (INDL).
I. A quantidade de falantes bilíngues é um dado relevante para o diagnóstico sociolinguístico realizado no processo de inventário, mas não impede sua inclusão no INDL.
II. O reconhecimento da variedade linguística como patrimônio cultural imaterial pelo município constitui requisito prévio indispensável para sua inclusão no INDL.
III. A interrupção da transmissão intergeracional da língua constitui um indicador de redução de sua vitalidade linguística, o que lhe confere prioridade para inclusão no INDL.
Está correto o que se afirma em
Leia o trecho a seguir.
Em cidades com histórias muito diferentes, o centro histórico é um fragmento fundamental da memória pública. Quando se reivindica um espaço histórico, recupera-se uma interpretação específica da história, do ponto de vista de um grupo social específico. E assim, os grupos que conseguiram recuperar um espaço histórico e impor sua interpretação de uma narrativa da história pública também reivindicam o espaço físico dessa narrativa. No mais simples sentido material, um grupo pode proteger sua própria área, excluindo outros grupos, ao reivindicar o ambiente construído. Em Nova York, Boston e Filadélfia, grupos de classe média criaram leis que protegiam o ambiente construído contra a reestruturação das cidades. Queriam defender o espaço físico do centro como memória da cultura do passado e como instrumento contrário aos marginais que ocupavam as ruas e destruíram os prédios do centro.
Adaptado de ZUKIN, Sharon. “Paisagens do século XXI: notas sobre a mudança social e o espaço urbano”. In: Arantes, A. O espaço da diferença. Campinas, Papirus,2000, pp.109-110.
Com base no trecho, é correto afirmar que a preservação dos centros urbanos responde a
Em cidades com histórias muito diferentes, o centro histórico é um fragmento fundamental da memória pública. Quando se reivindica um espaço histórico, recupera-se uma interpretação específica da história, do ponto de vista de um grupo social específico. E assim, os grupos que conseguiram recuperar um espaço histórico e impor sua interpretação de uma narrativa da história pública também reivindicam o espaço físico dessa narrativa. No mais simples sentido material, um grupo pode proteger sua própria área, excluindo outros grupos, ao reivindicar o ambiente construído. Em Nova York, Boston e Filadélfia, grupos de classe média criaram leis que protegiam o ambiente construído contra a reestruturação das cidades. Queriam defender o espaço físico do centro como memória da cultura do passado e como instrumento contrário aos marginais que ocupavam as ruas e destruíram os prédios do centro.
Adaptado de ZUKIN, Sharon. “Paisagens do século XXI: notas sobre a mudança social e o espaço urbano”. In: Arantes, A. O espaço da diferença. Campinas, Papirus,2000, pp.109-110.
Com base no trecho, é correto afirmar que a preservação dos centros urbanos responde a
Leia o trecho a seguir.
Análise da espacialidade do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras ajuda a reconhecer que essa manifestação cultural não está limitada a um local geográfico específico, mas é parte integrante da vida e da identidade de uma comunidade que se estende para além das fronteiras físicas. A utilização de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) possibilita a integração de diversos elementos do espaço, viabilizando uma análise dinâmica da atuação das Paneleiras de Goiabeiras. Entender os locais onde essa manifestação cultural se desenvolve é de extrema relevância para desvendar o comportamento e a influência dessas mulheres no contexto geográfico em que vivem. Desde a obtenção da matériaprima até a comercialização dos produtos artesanais, a identificação dos locais de atuação revela o alcance e o impacto das Paneleiras dentro da cidade de Vitória.
Adaptado de ANTÔNIO, Giovanna. O georreferenciamento dos bens registrados como um instrumento de preservação do patrimônio intangível no licenciamento ambiental. Dissertação de mestrado do IPHAN,2024, pp.77-80.
Com base no trecho, o georreferenciamento contribui para
Análise da espacialidade do Ofício das Paneleiras de Goiabeiras ajuda a reconhecer que essa manifestação cultural não está limitada a um local geográfico específico, mas é parte integrante da vida e da identidade de uma comunidade que se estende para além das fronteiras físicas. A utilização de um Sistema de Informação Geográfica (SIG) possibilita a integração de diversos elementos do espaço, viabilizando uma análise dinâmica da atuação das Paneleiras de Goiabeiras. Entender os locais onde essa manifestação cultural se desenvolve é de extrema relevância para desvendar o comportamento e a influência dessas mulheres no contexto geográfico em que vivem. Desde a obtenção da matériaprima até a comercialização dos produtos artesanais, a identificação dos locais de atuação revela o alcance e o impacto das Paneleiras dentro da cidade de Vitória.
Adaptado de ANTÔNIO, Giovanna. O georreferenciamento dos bens registrados como um instrumento de preservação do patrimônio intangível no licenciamento ambiental. Dissertação de mestrado do IPHAN,2024, pp.77-80.
Com base no trecho, o georreferenciamento contribui para
Analise as afirmativas a seguir sobre os elementos que fundamentam o reconhecimento do congo no Espírito Santo como patrimônio cultural imaterial.
I. Os bens materiais associados ao congo, como vestimentas, estandartes, bandeiras e mastros, constituem suportes de sua dimensão imaterial e são reconhecidos pelos detentores como parte integrante de seu patrimônio cultural.
II. O valor referencial do congo fundamenta-se na permanência da prática ao longo do tempo sem alterações, sendo a preservação de sua forma original seu principal elemento constitutivo, como a ritualização da Fincada do Mastro.
III. A referência cultural do congo reside em seu reconhecimento, pelas comunidades, como parte de sua identidade, sendo mantida por sua prática e transmissão nas bandas, frequentemente vinculadas a famílias.
Está correto o que se afirma em
I. Os bens materiais associados ao congo, como vestimentas, estandartes, bandeiras e mastros, constituem suportes de sua dimensão imaterial e são reconhecidos pelos detentores como parte integrante de seu patrimônio cultural.
II. O valor referencial do congo fundamenta-se na permanência da prática ao longo do tempo sem alterações, sendo a preservação de sua forma original seu principal elemento constitutivo, como a ritualização da Fincada do Mastro.
III. A referência cultural do congo reside em seu reconhecimento, pelas comunidades, como parte de sua identidade, sendo mantida por sua prática e transmissão nas bandas, frequentemente vinculadas a famílias.
Está correto o que se afirma em
Leia o trecho a seguir.
Marcel Mauss propôs-se mostrar primeiramente que a troca se apresenta nas sociedades primitivas menos em forma de transações que de dons recíprocos, e em seguida que estes dons recíprocos ocupam um espaço muito mais importante nessas sociedades que na nossa. Finalmente que esta forma primitiva das trocas não tem somente, nem essencialmente, caráter econômico, mas coloca-nos em face do que chama, numa expressão feliz, “um fato social total”, isto é, dotado de significação simultaneamente social e religiosa, mágica e econômica, utilitária e sentimental, jurídica e moral.
Adaptado de LÉVI-STRAUSS, Claude. La sociologie française”. In: Gurvitch, G. (org.). La sociologie au XX -esiècle. Paris: PUF,1947, p.61.
Com base no trecho, é correto afirmar que Marcel Mauss desenvolveu sua noção de troca a partir das ideias de
Marcel Mauss propôs-se mostrar primeiramente que a troca se apresenta nas sociedades primitivas menos em forma de transações que de dons recíprocos, e em seguida que estes dons recíprocos ocupam um espaço muito mais importante nessas sociedades que na nossa. Finalmente que esta forma primitiva das trocas não tem somente, nem essencialmente, caráter econômico, mas coloca-nos em face do que chama, numa expressão feliz, “um fato social total”, isto é, dotado de significação simultaneamente social e religiosa, mágica e econômica, utilitária e sentimental, jurídica e moral.
Adaptado de LÉVI-STRAUSS, Claude. La sociologie française”. In: Gurvitch, G. (org.). La sociologie au XX -esiècle. Paris: PUF,1947, p.61.
Com base no trecho, é correto afirmar que Marcel Mauss desenvolveu sua noção de troca a partir das ideias de