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Após consultar as experiências literárias de seus estudantes de Ensino Médio, os quais manifestaram terem
gostado da leitura de O Pequeno Príncipe, ocorrida no último semestre, o professor selecionou a adaptação da
obra em formato de cordel, do autor Olegário Alfredo, para a realização de uma atividade. O docente fez uma
ação de pré-leitura com o título e com a capa do cordel e depois leu a obra em círculo de leitura, solicitando
aos alunos que encenassem e dramatizassem alguns trechos, a fim de motivá-los a (re)conhecerem elementos
típicos da cultura brasileira, principalmente, do sertão nordestino. Em seguida, pediu aos estudantes que
comparassem a paisagem geográfica retratada pela adaptação com a obra original e, assim, observassem tanto
elementos linguísticos quanto elementos visuais. Durante a leitura, ele desenvolveu com os alunos momentos
de reflexão a partir de nuvem de palavras, mapa conceitual e construção de figuras. Por fim, solicitou que todos
produzissem uma apreciação da obra tanto no formato de post do Instagram quanto de comentário do leitor.
Nessa situação, a aula pode ser considerada adequada a uma perspectiva sociointeracional porque trabalha com
Nessa situação, a aula pode ser considerada adequada a uma perspectiva sociointeracional porque trabalha com
Observe a imagem a seguir.
Disponível em: https://contee.org.br.
Acesso em: 30 maio 2024.
Considerando o texto apresentado, pode-se observar que o indicador de linguagem neutra ou inclusiva é
Disponível em: https://contee.org.br.
Acesso em: 30 maio 2024.
Considerando o texto apresentado, pode-se observar que o indicador de linguagem neutra ou inclusiva é
Um pesquisador, com o objetivo de compreender a perspectiva do professor de Língua Portuguesa sobre o
trabalho com a gramática em sala de aula, aplicou um questionário a dois docentes do Ensino Fundamental
perguntando: “O que é ensinar gramática?”. Ele obteve as seguintes respostas:
Professor 1 – Ensinar gramática é orientar o educando a praticar a língua materna, tendo como referência o funcionamento efetivo da língua. Ensinar uma gramática que seja relevante, funcional, que traga algum tipo de interesse, uma gramática que prevê mais de uma norma, enfim, que é da língua, que é das pessoas.
Professor 2 – Um grande desafio, pois a juventude hoje é totalmente digitalizada, por isso é muito difícil chamar a atenção desses alunos para compreender a importância da gramática. Mas penso que é importante ensinar o aluno a ler, falar e escrever de acordo com a norma-padrão.
A partir da situação apresentada, verifica-se que os professores 1 e 2 privilegiam, respectivamente, o conceito de gramática
Professor 1 – Ensinar gramática é orientar o educando a praticar a língua materna, tendo como referência o funcionamento efetivo da língua. Ensinar uma gramática que seja relevante, funcional, que traga algum tipo de interesse, uma gramática que prevê mais de uma norma, enfim, que é da língua, que é das pessoas.
Professor 2 – Um grande desafio, pois a juventude hoje é totalmente digitalizada, por isso é muito difícil chamar a atenção desses alunos para compreender a importância da gramática. Mas penso que é importante ensinar o aluno a ler, falar e escrever de acordo com a norma-padrão.
A partir da situação apresentada, verifica-se que os professores 1 e 2 privilegiam, respectivamente, o conceito de gramática
TEXTO 1
1 de maio Deixei o leito as 4 horas. Lavei as louças e fui carregar agua. Não havia fila. Não tenho radio, não vou ouvir o desfile. (...) Hoje é o Dia do Trabalho.
2 de maio ...Ontem eu comprei açúcar e bananas. Os meus filhos comeram banana com açúcar, porque não tinha gordura para fazer comida. Pensei no senhor Tomás que suicidou-se. Mas, se os pobres do Brasil resolver suicidar-se porque estão passando fome, não ficaria nenhum vivo.
3 de maio Hoje é domingo. Eu vou passar o dia em casa. Não tenho nada para comer. Hoje eu estou nervosa, desorientada e triste. Tem um purtuguês que quer morar comigo. Mas eu não preciso de homem. Eu já lhe supliquei para não vir aborrecer-me.
JESUS, M. C. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014, p. 139.
TEXTO 2
Seu blog estava indo bem, com milhares de visitantes por mês, ela ganhava bastante para dar palestras, tinha uma bolsa de estudos em Princeton e estava com Blaine — “Você é o amor da minha vida”, havia escrito ele em seu último cartão de aniversário. No entanto, tinha cimento na alma. Estava lá havia algum tempo, numa fadiga matutina, algo sombrio e sem contornos nítidos. E trouxe consigo anseios amorfos, desejos indistintos, vislumbres breves e imaginários de outras vidas que ela poderia estar vivendo, que ao longo dos meses se transformaram numa lancinante saudade de seu país. [...] A Nigéria passou a ser o lugar onde Ifemelu deveria estar, o único lugar onde poderia fincar suas raízes sem sentir a vontade constante de arrancá-las de novo e sacudir a terra. E, é claro, também havia Obinze. O primeiro homem que ela amou, o primeiro com quem fez amor, a única pessoa para quem nunca tinha sentido necessidade de se explicar. Ele agora era casado e tinha uma filha, e os dois não se falavam havia anos, mas Ifemelu não podia fingir que ele não era parte dessa saudade do país, ou que não pensava nele com frequência, revirando o passado, procurando por presságios de algo sem nome.
ADICHIE, C. N. Americanah. Tradução de Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 12-13 (adaptado).
Considerando as obras “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, e “Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie, assinale a opção que apresenta a melhor abordagem metodológica a fim de estimular uma postura investigativa e científica dos estudantes, voltada para a apropriação e construção de conhecimentos sócio e culturalmente relevantes.
1 de maio Deixei o leito as 4 horas. Lavei as louças e fui carregar agua. Não havia fila. Não tenho radio, não vou ouvir o desfile. (...) Hoje é o Dia do Trabalho.
2 de maio ...Ontem eu comprei açúcar e bananas. Os meus filhos comeram banana com açúcar, porque não tinha gordura para fazer comida. Pensei no senhor Tomás que suicidou-se. Mas, se os pobres do Brasil resolver suicidar-se porque estão passando fome, não ficaria nenhum vivo.
3 de maio Hoje é domingo. Eu vou passar o dia em casa. Não tenho nada para comer. Hoje eu estou nervosa, desorientada e triste. Tem um purtuguês que quer morar comigo. Mas eu não preciso de homem. Eu já lhe supliquei para não vir aborrecer-me.
JESUS, M. C. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 10. ed. São Paulo: Ática, 2014, p. 139.
TEXTO 2
Seu blog estava indo bem, com milhares de visitantes por mês, ela ganhava bastante para dar palestras, tinha uma bolsa de estudos em Princeton e estava com Blaine — “Você é o amor da minha vida”, havia escrito ele em seu último cartão de aniversário. No entanto, tinha cimento na alma. Estava lá havia algum tempo, numa fadiga matutina, algo sombrio e sem contornos nítidos. E trouxe consigo anseios amorfos, desejos indistintos, vislumbres breves e imaginários de outras vidas que ela poderia estar vivendo, que ao longo dos meses se transformaram numa lancinante saudade de seu país. [...] A Nigéria passou a ser o lugar onde Ifemelu deveria estar, o único lugar onde poderia fincar suas raízes sem sentir a vontade constante de arrancá-las de novo e sacudir a terra. E, é claro, também havia Obinze. O primeiro homem que ela amou, o primeiro com quem fez amor, a única pessoa para quem nunca tinha sentido necessidade de se explicar. Ele agora era casado e tinha uma filha, e os dois não se falavam havia anos, mas Ifemelu não podia fingir que ele não era parte dessa saudade do país, ou que não pensava nele com frequência, revirando o passado, procurando por presságios de algo sem nome.
ADICHIE, C. N. Americanah. Tradução de Júlia Romeu. São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 12-13 (adaptado).
Considerando as obras “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, e “Americanah”, de Chimamanda Ngozi Adichie, assinale a opção que apresenta a melhor abordagem metodológica a fim de estimular uma postura investigativa e científica dos estudantes, voltada para a apropriação e construção de conhecimentos sócio e culturalmente relevantes.
TEXTO 1
ECPHRASIS ou EKPHRASIS
Por definição ampla, trata-se da descrição literária ou pictórica de um objeto real ou imaginário. O termo foi delimitado por alguns estudiosos à descrição de objetos de arte, objetos esses que teriam detalhes visuais significativos. Seria, portanto, um exercício ou mecanismo de retórica que permitiria a relação direta entre um medium artístico com outro, isto é, funcionaria como um gênero de “ponte” entre duas esferas artísticas (como, por exemplo, pintura e literatura, pintura e escultura, literatura e escultura), definindo e descrevendo as respectivas essências e formas, de maneira a ilustrar um objeto artístico de forma vívida por meio de um medium distinto.
CEIA, C. E-Dicionário Eletrônico de Termos Literários. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/ecphrasis. Acesso em: 25 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cansaram-se de caminhar
ou o caminho se cansou?
ANDRADE, C. D. de. Arte em exposição. In.: ANDRADE, C. D. de. Farewell. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Carlos Drummond de Andrade, em seu livro Farewell, apresenta o poema Arte em exposição, composto de micropoemas, ao modo de uma galeria de arte. Cada poema faz alusão a uma obra de arte de famoso artista da tradição da pintura. Entre os 32 poemetos que compõem a exposição, quatro poemas ecfrásticos foram dedicados a Van Gogh.
Com base nas informações apresentadas, assinale a opção que indica a pintura a que o Texto 2 faz referência.
ECPHRASIS ou EKPHRASIS
Por definição ampla, trata-se da descrição literária ou pictórica de um objeto real ou imaginário. O termo foi delimitado por alguns estudiosos à descrição de objetos de arte, objetos esses que teriam detalhes visuais significativos. Seria, portanto, um exercício ou mecanismo de retórica que permitiria a relação direta entre um medium artístico com outro, isto é, funcionaria como um gênero de “ponte” entre duas esferas artísticas (como, por exemplo, pintura e literatura, pintura e escultura, literatura e escultura), definindo e descrevendo as respectivas essências e formas, de maneira a ilustrar um objeto artístico de forma vívida por meio de um medium distinto.
CEIA, C. E-Dicionário Eletrônico de Termos Literários. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/ecphrasis. Acesso em: 25 maio 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Cansaram-se de caminhar
ou o caminho se cansou?
ANDRADE, C. D. de. Arte em exposição. In.: ANDRADE, C. D. de. Farewell. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
Carlos Drummond de Andrade, em seu livro Farewell, apresenta o poema Arte em exposição, composto de micropoemas, ao modo de uma galeria de arte. Cada poema faz alusão a uma obra de arte de famoso artista da tradição da pintura. Entre os 32 poemetos que compõem a exposição, quatro poemas ecfrásticos foram dedicados a Van Gogh.
Com base nas informações apresentadas, assinale a opção que indica a pintura a que o Texto 2 faz referência.