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O Português está entre os sistemas híbridos na atribuição de gênero: o traço [± sexuado], relevante para
um subconjunto restrito de nomes (como, por exemplo, “menina” versus “menino” e “gerente” versus
“gerente”), está combinado às propriedades fonológicas e sintáticas que exponenciam gênero e classe
temática em todos os nomes na língua. De modo simples: as vogais -a, -o e -e estão presentes também
em palavras que não estabelecem qualquer relação com sexo (como, por exemplo, “bola”, “bolo”, “ponte”,
“pente”) e nuclearizam a concordância na frase nos mesmos moldes dos vocábulos sexuados.
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
O uso de caracteres como x (como, por exemplo, em “amigx”), @ (como, por exemplo, em “amig@”) e o uso de e (como, por exemplo, em “amigue”) fechando substantivos e adjetivos é, de fato, uma estratégia de neutralização de gênero, em que se propõe o emprego de uma terceira marca, além da masculina e da feminina. A oposição, nesse caso, não seria privativa nem equipolente, mas gradual, nos termos da Escola de Praga.
SCHWINDT, L. C. Sobre gênero neutro em português brasileiro e os limites do sistema linguístico. Revista da ABRALIN, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 1 - 23, 2020 (adaptado).
O texto traz uma análise do uso da linguagem neutra, que pretende questionar a hegemonia patriarcal e aumentar as possibilidades de representação de indivíduos que se identificam como pessoas não binárias, por exemplo.
Considerando-se as reflexões apresentadas sobre o uso do gênero neutro, é possível afirmar que
Disponible en: unlp.edu.ar. Acceso en: 14 mayo 2024.
La imagen anterior es parte del resultado del proyecto didáctico Del pergamino al blog: leer para escribir. En él, se solicitó a los estudiantes que reescribieran las aventuras de Don Quijote y Sancho Panza, considerando no sólo la obra base, sino también aspectos de la novela de caballería.
Teniendo en cuenta la enseñanza de la literatura, se puede afirmar que la propuesta en cuestión
Ao pensar em ensinar e aprender com as tecnologias digitais de informação e comunicação, uma professora
planejou uma sequência didática, constituída de dez aulas, referente ao componente curricular Língua
Portuguesa, voltada ao 9º ano do Ensino Fundamental. O resultado desse planejamento era a produção de
um vídeo sobre a polêmica da criminalização do funk no Brasil. Essa proposta estava baseada na perspectiva
de metodologias ativas (sala de aula invertida), bem como na Base Nacional Comum Curricular, e integrou
a tecnologia em sala de aula aos conteúdos pedagógicos, promovendo nos discentes a motivação para
aprender e viabilizando uma aprendizagem de qualidade.
Ao propor a produção do vídeo, a professora estimula as produções orais em sala de aula, uma vez que
Ao propor a produção do vídeo, a professora estimula as produções orais em sala de aula, uma vez que
Uma professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental notou que seus alunos tinham dificuldade em
produzir gêneros orais. Para possibilitar aos alunos de sua turma uma maior opção de práticas discursivas
com a língua falada, bem como desenvolver a autonomia discente, a professora propôs um trabalho com
elaboração de podcast.
Nesse contexto, a realização dessa atividade é adequada para a sala de aula, pois o podcast
Nesse contexto, a realização dessa atividade é adequada para a sala de aula, pois o podcast
Um professor de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio abordará, em uma de suas aulas,
o ensino da leitura do texto literário. Para isso, ele apresenta o seguinte trecho de Ensaio sobre a cegueira,
de José Saramago, a fim de observar questões como ritmo e estilo.
[...] os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tornaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. [...] A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade.
SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 (adaptado).
A partir da situação apresentada, é uma alternativa possível para o professor
[...] os olhos do homem parecem sãos, a íris apresenta-se nítida, luminosa, a esclerótica branca, compacta como porcelana. As pálpebras arregaladas, a pele crispada da cara, as sobrancelhas de repente revoltas, tudo isso, qualquer o pode verificar, é que se descompôs pela angústia. Num movimento rápido, o que estava à vista desapareceu atrás dos punhos fechados do homem, como se ele ainda quisesse reter no interior do cérebro a última imagem recolhida, uma luz vermelha, redonda, num semáforo. Estou cego, estou cego, repetia com desespero enquanto o ajudavam a sair do carro, e as lágrimas, rompendo, tornaram mais brilhantes os olhos que ele dizia estarem mortos. Isso passa, vai ver que isso passa, às vezes são nervos, disse uma mulher. [...] A mulher que falara de nervos foi de opinião que se devia chamar uma ambulância, transportar o pobrezinho ao hospital, mas o cego disse que isso não, não queria tanto, só pedia que o encaminhassem até à porta do prédio onde morava, Fica aqui muito perto, seria um grande favor que me faziam. E o carro, perguntou uma voz. Outra voz respondeu, A chave está no sítio, põe-se em cima do passeio. Não é preciso, interveio uma terceira voz, eu tomo conta do carro e acompanho este senhor a casa. Ouviram-se murmúrios de aprovação. O cego sentiu que o tomavam pelo braço, Venha, venha comigo, dizia-lhe a mesma voz. Ajudaram-no a sentar-se no lugar ao lado do condutor, puseram-lhe o cinto de segurança, não vejo, não vejo, murmurava entre o choro, Diga-me onde mora, pediu o outro. Pelas janelas do carro espreitavam caras vorazes, gulosas da novidade.
SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995 (adaptado).
A partir da situação apresentada, é uma alternativa possível para o professor