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“Papado e império na Idade Média. Eis aqui dois projetos universais para uma mesma Cristandade Ocidental que começa a se consolidar desde os primórdios medievais.” (Barros, José D'Assunção. Papas, imperadores e hereges na Idade Média. Petrópolis. Vozes.2012. p.149). Tendo como premissa este fragmento, avalie as assertivas a seguir.


I- No século VIII da era cristã, os dois projetos universais se consolidaram enquanto antagônicos e tomaram rumos diferentes: o de expansão dos reino Franco e o de universalismo espiritual da Igreja Romana sobre as populações cristãs do Ocidente.


II- A ascensão do reino Franco na Europa ocorreu num contexto em que a Igreja Romana, detentora de um vasto território temporal na parte central da Itália, via-se afrontada por duas grandes ameaças, os povos lombardos e o Império Bizantino que controlava a Igreja Cristã Oriental.


III- Homem reformador e consciente das transformações de seu tempo, o Papa Gregório VII, percebeu que a sobrevivência e as possibilidades de desenvolvimento da Igreja, enquanto instituição, dependia de resolver algumas questões, entre estas podemos destacar a necessidade de fixar a autonomia da Igreja em relação ao Império.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

O poeta baiano Gregório de Matos e Guerra é um dos representantes do século XVII. Considerando a realidade social setecentista na América portuguesa, avalie as proposições a seguir.


I- Gregório de Matos expressou um olhar crítico em poemas que descreviam as contradições do ambiente colonial, criticava o dogmatismo católico, chamando a atenção para a influência e hipocrisia de muitos cristãos que se mostravam mais preocupados com seus lucros e poderes.


II- As irmandades representavam, juntamente com as ordens religiosas, os únicos espaços que permitiam a participação de negros escravos no contexto colonial e que podiam ascender socialmente.


III- A escravidão negra já estava consolidada na Bahia setecentista. O sexo com escravas não era mal visto pelos colonizadores, pois o corpo da escrava e o pleno controle desse corpo pertencia ao senhor.


É CORRETO o que se afirma:

“O que domina a mentalidade dos homens da Idade Média e o que determina o essencial de suas atitudes é o sentimento de insegurança.” (Goff, Jacques Le. Tradução José Rivair de Macedo. A civilização do ocidente medieval. Bauru. SP. Edusc.2005. P 325)

Partindo deste contexto, analise as proposições a seguir:


I- Para combater a insegurança material e moral, a Igreja percebia que só havia uma solução: apoiar-se na solidariedade do grupo e na vida nas comunidades de que se fazia parte.


II- No pensamento medieval, os objetos eram considerados como a figuração de alguma coisa que lhe corresponderia num plano mais elevado, o sagrado, tornando-se símbolo.


III- O simbolismo medieval tem um grande reservatório que é a natureza, mas não dá importância ao significado das palavras. A nominação não é conhecimento e tomada de posse das coisas.


IV- No simbolismo medieval, o mundo animal era sobretudo o universo do bem, eles são sempre símbolos de força, de pureza e de um mundo sagrado.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

“Era comum ouvir-se dizer, em meados do século passado, não haver nada tão parecido com um saquarema como um luzia no poder.”
MATTOS, Ilmar Rohloff de. “O Tempo Saquarema”. São Paulo: HUCITEC/Instituto Nacional do Livro,1987. p.103.

O panorama descrito no texto sobre as elites locais revela uma das características políticas do Segundo Reinado (1840-1889). Tal característica é:
Leia os dois textos a seguir:

TEXTO 1
A República, ou os vitoriosos da República, fizeram muito pouco em termos de expansão de direitos civis e políticos. O que foi feito já era demanda do liberalismo imperial. Pode-se dizer que houve até retrocesso no que se refere a direitos sociais. Algumas mudanças, como a eliminação do Poder Moderador, do Senado vitalício e do Conselho de Estado e a introdução do federalismo, tinham, sem dúvida, inspiração democratizante na medida em que buscavam desconcentrar o exercício do poder. Mas, não vindo acompanhadas por expansão significativa da cidadania política, resultaram em entregar o governo mais diretamente nas mãos dos setores dominantes.
(José Murilo de Carvalho. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras,1987. Adaptado.)

TEXTO 2
“Estado e Igreja passaram a ser instituições separadas. Deixou assim de existir uma religião oficial no Brasil. Importantes funções, até então monopolizadas pela Igreja Católica, foram atribuídas ao Estado. A República só reconheceria o casamento civil e os cemitérios passaram às mãos da administração municipal.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil, São Paulo: Edusp,1996, p.251)


Acerca dos direitos políticos inscritos na primeira constituição republicana do Brasil em 1891, é uma característica do exercício da cidadania: