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A História Oral consolidou-se como metodologia especialmente a partir do século XX, valorizando sujeitos historicamente invisibilizados, como trabalhadores, mulheres, populações indígenas, comunidades negras, migrantes e grupos periféricos. Mais do que “coletar lembranças”, a memória oral envolve:
Considere as diferentes contribuições teóricas mobilizadas pela investigação contemporânea sobre memória social, articulando reflexões sobre quadros sociais da memória, dinâmicas seletivas de elaboração do passado e configurações políticas das práticas memorialísticas. Sobre essas formulações, assinale a alternativa correta.
O conceito de regimes de historicidade, formulado por François Hartog, articula as modalidades pelas quais sociedades organizam temporalmente a experiência histórica, distinguindo o regime antigo orientado pelo passado exemplar, o regime moderno fundado no futuro como horizonte de progresso e o presentismo característico da contemporaneidade. Sobre os pressupostos teóricos e as implicações analíticas dessa formulação, assinale a alternativa correta.
Leia o trecho a seguir:
“Quem não conseguir isso será apenas no máximo um serviçal da erudição. Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe que ali está a sua caça.”
BLOCH, Marc. Apologia da história ou O ofício de historiador. Tradução de André Telles. Rio de Janeiro: Zahar,2001, p.54.
Considerando a formulação de Bloch no contexto da renovação historiográfica promovida pela primeira geração da Escola dos Annales e seus desdobramentos teórico-metodológicos posteriores, assinale a alternativa correta.
Durante a análise de processos inquisitoriais do século XVI, uma analista percebeu que pequenas inconsistências linguísticas, expressões populares repetidas e descrições aparentemente secundárias permitiam reconstruir formas de pensamento camponês que não apareciam explicitamente nos documentos oficiais. Em vez de buscar apenas informações diretas, a pesquisadora passou a interpretar vestígios, sinais e fragmentos dispersos presentes nas fontes históricas, compreendendo que detalhes marginais poderiam revelar estruturas culturais invisíveis à leitura tradicional. Esse procedimento metodológico é conhecido como: