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Um gestor implanta um sistema de metas em que cada etapa é escolhida por ser o meio tecnicamente mais eficiente para atingir resultados mensuráveis, com cálculo explícito de custos e consequências. Um servidor mais antigo resiste, alegando que “sempre se fez assim” e que a mudança fere o modo consagrado de proceder. Um terceiro adere por admiração pessoal à liderança do gestor. À luz da tipologia weberiana da ação social, as condutas do gestor e do servidor antigo classificam-se, respectivamente, como ação:
Em um estudo comparativo, um analista contrasta dois modos de integração social. No primeiro, a coesão decorre da semelhança entre os membros e de uma consciência coletiva forte, a qual corresponde ao predomínio de um direito que pune as transgressões para reafirmar os valores comuns. No segundo, a coesão resulta da interdependência entre funções especializadas pela divisão do trabalho, a qual corresponde ao predomínio de um direito que busca restabelecer relações e reparar danos. Essa correspondência predominante entre tipo de solidariedade e tipo de direito é central na obra de Durkheim. A associação correta é:
Ao analisar a resistência de um setor a uma nova rotina de prestação de contas, um analista observa que as regras de conduta vigentes não dependem da adesão subjetiva de cada servidor: elas preexistem ao seu ingresso, são compartilhadas pelo conjunto do órgão e se impõem com força tal que o seu descumprimento aciona sanções. Ele reconhece nesse fenômeno aquilo que Émile Durkheim, em As regras do método sociológico, caracterizou como toda maneira de agir — fixa ou não — capaz de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior, geral no âmbito de uma dada sociedade e dotada de existência própria, independente de suas manifestações individuais. A consequência metodológica que Durkheim extrai dessa definição, e que orienta o trabalho do analista, é a de que os fatos sociais devem ser:
Um analista do quadro legislativo recebe a tarefa de subsidiar o debate sobre o aumento de pedidos de afastamento por adoecimento mental entre servidores. Ele pondera que, embora cada caso possa ser vivido como um drama estritamente pessoal, o volume e a recorrência dos afastamentos remetem a transformações mais amplas na organização do trabalho público. Ao recusar tanto a explicação puramente individual quanto a dissolução do indivíduo na estrutura e ao insistir em conectar a biografia dos servidores à história e à estrutura da instituição, o analista mobiliza uma operação intelectual que Charles Wright Mills (2009) sintetizou ao distinguir as perturbações pessoais de ambiente, situadas no plano da biografia e das relações imediatas, das questões públicas da estrutura social, relativas à organização das instituições. Considerando essa perspectiva, a contribuição específica que o olhar sociológico oferece a esse diagnóstico consiste em:
Os seres se tornam humanos a partir das interações sociais, a começar pelo âmbito familiar. As relações humanas perpassam pelo reconhecimento do outro e de suas formas de interação e no desenvolvimento de: