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Amanda e Cláudia são terapeutas ocupacionais em um hospital universitário no município de São Paulo. Ambas estão envolvidas no atendimento do Sr. Carlos, um homem de 57 anos prestes a receber alta após um acidente vascular encefálico isquêmico. Em uma reunião de equipe para reavaliação do Projeto Terapêutico Singular de Sr. Carlos, Amanda, ao retomar a história de vida do paciente, mencionou à equipe que realizou uma avaliação ocupacional, evidenciando a importância que a culinária tem em sua vida. Cláudia, por sua vez, relatou que, no último atendimento, manteve seu foco na análise da atividade de abrir latas, enquanto auxiliava Sr. Carlos na preparação de um brigadeiro. Um colega psicólogo, ao ouvir os dois relatos, disse que ficou confuso, pois Amanda mencionou a realização de uma análise ocupacional, enquanto Cláudia, uma análise de atividade. Com base nas definições da American Occupational Therapy Association (AOTA) presentes em “Enquadramento da Prática da Terapia Ocupacional: Domínio & Processo” - versão portuguesa (Gomes, Teixeira e Ribeiro, 2021), Amanda e Cláudia poderiam explicar ao colega psicólogo o seguinte:
As técnicas de conservação de energia podem ser utilizadas por terapeutas ocupacionais no tratamento de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Sobre elas, é correto afirmar:
“Uma pesquisa realizada pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), que coleta dados sobre a presença de infecção pelo novo coronavírus nos pacientes internados em UTIs adultas na rede pública […] estudou 3.034 pacientes com Covid-19 […] 56% deles precisaram de ventilação mecânica [...] a duração média da internação hospitalar foi de 22 dias, com permanência média na UTI de 11,6 dias.”
Internações por Covid-19 duram, em média, 22 dias, aponta pesquisa. CNN Brasil, 15 mar 2021. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/. Acesso em: 04 jun 2025.
Na pandemia de COVID-19, muitos brasileiros foram internados em UTI, necessitando de ventilação mecânica durante o tratamento. Para situações semelhantes à dessas pessoas, em que há o uso de ventilação mecânica durante a permanência em UTI, a estratégia de interrupção diária da sedação combinada com intervenções em terapia ocupacional e fisioterapia, desde os primeiros dias de internação do paciente crítico, tem apresentado resultados promissores. Segundo Schweickert et al. (2009), essa estratégia pode contribuir para: 
“Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os cuidados paliativos (CP) são uma abordagem que melhora a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e seus familiares que estão enfrentando problemas associados a uma doença ameaçadora à vida. Previnem e aliviam o sofrimento por meio de identificação precoce, correta avaliação e tratamento da dor e outros problemas, sejam eles físicos, psicossociais ou espirituais”.
Othero MB. Cuidados Paliativos. In: Cavalcanti A, Galvão CRC. Terapia Ocupacional: Fundamentação e Prática. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2023. p. 790-797.
A atuação de terapeutas ocupacionais na assistência em Cuidados Paliativos tem se mostrado fundamental para a promoção de qualidade de vida e recuperação da capacidade funcional. De acordo com Othero (2023), dentre os principais objetivos da assistência em Terapia Ocupacional nos Cuidados Paliativos, está a
“A dor afeta centenas de milhões de pessoas no mundo inteiro, alterando o desempenho ocupacional da pessoa, sua funcionalidade, saúde e qualidade de vida. A experiência dolorosa é um dos maiores problemas de saúde da atualidade, em especial quando abordada sob os aspectos do sofrimento que causa no ser humano”.
Silva e Dutra FCM. Gerenciamento da dor crônica. In: Cavalcanti A, Galvão CRC. Terapia Ocupacional: Fundamentação e Prática. 2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2023. p. 738-745.
Considerando o trecho apresentado, no que se refere à atuação de terapeutas ocupacionais junto à pessoa com dor crônica, é correto afirmar: