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Paciente de 42 anos, nuligesta, procura
atendimento referindo nódulo palpável em mama
direita há 4 meses, com crescimento progressivo.
Nega dor, descarga papilar ou alterações
cutâneas. História familiar negativa para câncer
de mama. Ao exame físico: nódulo de
aproximadamente 5 cm em QSL de mama
direita, móvel, bem delimitado, consistência
fibroelástica, indolor. Linfonodo axilar palpável
de 1 cm, móvel. Mamografia: nódulo ovalado,
circunscrito, de alta densidade, medindo 52 mm,
sem microcalcificações, BI-RADS 3.
Ultrassonografia: nódulo sólido, ovalado,
hipoecoico, heterogêneo, com algumas fendas
internas, bem delimitado, medindo 54 x 38 x 42
mm, sem sombra acústica. Vascularização
periférica e central ao Doppler. Linfonodo axilar
reacional. Core biopsy guiada por ultrassom: neoplasia fibroepitelial de baixo grau, estroma
hipercelular, mitoses 3/10 CGA, sem atipias
epiteliais, margens não avaliáveis. Imunohistoquímica: Ki-67 15%. Considerando o
diagnóstico anatomopatológico e as
características clínicas, qual a conduta mais
adequada?
Paciente de 48 anos, procura consultório para
avaliação de risco de câncer de mama. Relata que
a irmã foi recentemente diagnosticada com
câncer de mama aos 52 anos (triplo negativo).
Mãe falecida aos 65 anos por câncer de ovário.
Tia materna teve câncer de mama bilateral aos 45
anos. Paciente está preocupada com seu risco.
História pessoal: menarca aos 12 anos, G2P2
(primeiro parto aos 28 anos), amamentou por 1
ano cada filho, não usa terapia hormonal. Nega
tabagismo. IMC: 24 kg/m². Exame físico das
mamas: sem nódulos ou alterações. Mamografia
de rastreamento realizada há 6 meses: mamas
heterogeneamente densas (ACR tipo C), sem
nódulos ou microcalcificações, BI-RADS 1.
Paciente questiona sobre teste genético para
mutações BRCA e possibilidade de mastectomia
profilática. Considerando a história familiar e as opções de rastreamento e prevenção, qual a
melhor orientação inicial para esta paciente?
Puérpera de 26 anos, primípara, no 5º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo,
procura atendimento referindo que as mamas
estão "muito cheias, duras e doloridas" desde o
dia anterior. Refere dificuldade para o bebê pegar
a mama devido à tensão areolar. Nega febre,
calafrios ou sinais inflamatórios focais. Parto
vaginal sem intercorrências, alta hospitalar no 2º
dia pós-parto. Ao exame físico: Tax: 36,8 °C,
estado geral bom. Ambas as mamas aumentadas
de volume, difusamente endurecidas, quentes,
brilhantes, tensas, com dor à palpação. Aréolas
distendidas e aplanadas. Mamilos sem fissuras.
Sem áreas de eritema localizado ou flutuação.
Expressão láctea difícil devido à tensão mamária.
Observação da mamada: bebê apresenta
dificuldade na pega devido ao aplanamento
areolar, sucção fraca e curta, choro após tentativas. Considerando o quadro clínico e o
diagnóstico mais provável, qual a conduta inicial
mais adequada?
Paciente de 35 anos, G2P2, em aleitamento
materno exclusivo há 6 meses, comparece ao
consultório com queixa de nódulo palpável em
mama direita há 2 meses, que aumentou
discretamente de tamanho. Nega dor, hiperemia,
febre ou descarga papilar. História obstétrica:
último parto há 6 meses (cesariana sem
intercorrências). História familiar: mãe com
câncer de mama aos 58 anos (receptor hormonal
positivo). Ao exame físico: mama direita com
nódulo palpável de aproximadamente 3 cm em
QSL móvel, consistência elástica, indolor, sem
alterações cutâneas ou axilares. Mama esquerda
sem alterações. Ultrassonografia mamária:
nódulo sólido, ovalado, bem delimitado,
hipoecoico, homogêneo, com eixo paralelo à
pele, sem sombra acústica posterior, medindo 28
x 18 x 22 mm em mama direita. Ausência de vascularização significativa ao Doppler.
Linfonodos axilares de aspecto habitual
bilateralmente. Considerando o contexto clínico
de lactação e as características da lesão, qual a
conduta mais adequada?
Paciente de 45 anos, sem comorbidades, procura
atendimento referindo descarga papilar
sanguinolenta unilateral em mama direita há 3
meses, espontânea, por orifício único. Nega
nódulo palpável, dor ou alterações cutâneas.
História familiar negativa para câncer de mama.
Ao exame físico: expressão de secreção
sanguinolenta em papila direita, oriunda de ducto
único às 2 horas, sem massa palpável. Mama
esquerda sem alterações. Mamografia bilateral:
mamas heterogeneamente densas (ACR tipo C),
sem nódulos ou microcalcificações suspeitas, BIRADS 2. Ultrassonografia mamária: mama
direita com área hipoecoica intraductal de 8 mm
em região retroareolar, sem fluxo ao Doppler,
distante 12 mm da papila. Mama esquerda sem
alterações. Realizada biópsia percutânea (core biopsy) guiada por ultrassom da lesão
intraductal. Resultado anatomopatológico:
papiloma intraductal com áreas de hiperplasia
ductal atípica focal. Considerando o resultado da
biópsia percutânea e o risco de subestimação
diagnóstica (upgrade), qual a conduta mais
adequada?