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Paciente de 52 anos, pós-menopausa, submetida
a mamografia de rastreamento que evidenciou
microcalcificações agrupadas em mama
esquerda com 4,5 cm de extensão, BI-RADS 4C.
Realizada biópsia percutânea guiada por
estereotaxia, com retirada de 12 fragmentos.
Resultado anatomopatológico: carcinoma ductal
in situ (CDIS) grau nuclear alto,
comedocarcinoma. Ausência de componente
invasor. Imuno-histoquímica: RE positivo 90%,
RP positivo 70%, HER2 negativo, Ki-67 35%.
Ressonância magnética de mamas: área de realce
não-massa segmentar de 4,0 cm em QSL de
mama esquerda, sem outras lesões. Mama
contralateral sem alterações. Paciente ansiosa,
questiona sobre risco de recidiva e necessidade de retirada total da mama. Considerando o
diagnóstico, extensão da lesão e fatores
prognósticos, qual a melhor conduta terapêutica?
Puérpera de 28 anos, primípara, no 18º dia pós-parto, em aleitamento materno exclusivo,
procura atendimento com queixa de dor intensa
na mama direita há 2 dias, associada a hiperemia
e febre de 38,5 °C iniciada há 24 horas. Refere
fissuras mamilares bilaterais desde o início da
amamentação. Nega episódios prévios
semelhantes. Ao exame físico: estado geral
regular, Tax: 38,2 °C. Mama direita: eritema
difuso em QSL, calor local, edema e dor intensa
à palpação, sem flutuação. Não há áreas de
necrose cutânea. Mama esquerda sem alterações. Mantém amamentação bilateral, porém com dor
importante à pega na mama direita. Nega saída
de secreção purulenta pelo mamilo.
Considerando o quadro clínico e as
recomendações atuais sobre manejo de
intercorrências da lactação, qual a conduta mais
adequada?
Paciente de 38 anos, nuligesta, diagnosticada
com carcinoma ductal invasor de mama
esquerda. Ao exame físico inicial: tumor de 7 cm
em QSL, com retração cutânea, linfonodo axilar
palpável de 3 cm, fixo. Mamografia: massa
espiculada de 7,5 cm, BI-RADS 6.
Ultrassonografia axilar: linfonodo suspeito de
3,2 cm. Core biopsy do tumor: carcinoma ductal
invasor grau 3, RE negativo, RP negativo, HER2
negativo (triplo negativo), Ki-67: 78%. PAAF do
linfonodo axilar: positivo para metástase.
Estadiamento complementar (TC tórax/abdome,
cintilografia óssea): sem metástases à distância.
Classificada como estádio IIIB (T3 N1 M0).
Submetida a quimioterapia neoadjuvante com 6
ciclos de AC-T (adriamicina/ciclofosfamida
seguido de paclitaxel). Após tratamento, apresenta regressão tumoral significativa: nódulo
residual de 1,5 cm, sem fixação cutânea,
linfonodo axilar não mais palpável. RM de mama
pós-QT: área de realce irregular de 1,8 cm, sem
outros focos. Considerando a resposta ao
tratamento neoadjuvante e o objetivo de controle
locorregional, qual a melhor conduta cirúrgica?
Paciente de 29 anos, G2P2, com vida sexual ativa
desde os 17 anos, procura unidade básica de
saúde para consulta de rotina. Refere último
exame preventivo há 5 anos com resultado
"normal". Nega sintomas ginecológicos,
corrimento ou sangramento anormal. Nega
tabagismo. Parceiro fixo há 3 anos, nega outras
parcerias. Ao exame especular: colo uterino de
aspecto normal, sem lesões visíveis. Foi
realizada coleta de citologia oncótica cujo
resultado é: "Lesão intraepitelial de alto grau
(HSIL) não podendo excluir microinvasão.
Células escamosas atípicas de significado
indeterminado possivelmente não neoplásicas
(ASC-US) também presentes." Paciente retorna
assintomática e preocupada com o resultado. Considerando as diretrizes atuais de
rastreamento e manejo das lesões precursoras do
câncer de colo uterino, qual a conduta mais
adequada?
Paciente de 58 anos, menopausa aos 49 anos,
procura atendimento após fratura vertebral por
compressão (T12) ocorrida após queda da
própria altura há 2 meses. Refere dorsalgia
crônica persistente. História patológica
pregressa: tabagista (20 anos-maço), etilismo
social, sedentarismo. Mãe com fratura de fêmur
aos 72 anos. IMC: 21 kg/m². Nega uso prévio de
terapia hormonal. Exame físico: cifose dorsal.
Densitometria óssea (DXA): coluna lombar Tscore: -3,2, colo do fêmur T-score: -2,8,
diagnóstico de osteoporose estabelecida. Exames
laboratoriais: cálcio total: 9,3 mg/dL, cálcio
iônico: 4,8 mg/dL, fósforo: 3,5 mg/dL, FA: 82
U/L (VR: 40-150), 25-OH vitamina D: 18 ng/mL
(insuficiência), PTH: 58 pg/mL (VR: 15-65), creatinina: 0,9 mg/dL, TSH: 2,1 mUI/L.
Mamografia bilateral (BI-RADS 1) e
ultrassonografia transvaginal (endométrio 3 mm,
sem massas anexiais) sem alterações.
Considerando a fratura prévia e a necessidade de
redução rápida do risco de novas fraturas, qual a
melhor estratégia terapêutica inicial?