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O racismo é uma das mais consistentes armas ideológicas de dominação na sociedade capitalista. Esse fenômeno reproduz a violência estrutural e está assentado sobre a materialidade da vida em sociedade. A classificação da população de acordo com a ideia de raça também define a estratificação do trabalho e do poder entre e interclasses sociais. Nesse sentido, a compreensão sobre as desigualdades sociais, étnico-raciais, de gênero e de sexualidade, estruturais na formação sócio-histórica brasileira, desvelam perspectivas críticas sobre o processo colonial, mas também evidencia um outro aspecto fundante do capitalismo, ligado ao colonialismo, que é o
Em relac?ão aos crimes sexuais praticados contra crianc?as e adolescentes, é correto afirmar que a maior parte desses abusos são perpetrados por pessoas que detêm poder sobre o abusado, utilizando-se da violência como base nas relações de superioridade, dominação e posse. Dados de realidade demonstram que os crimes ocorrem, muitas vezes, dentro de casa, praticados por quem deveria protege?-las, onde também são vítimas de outras formas de violência. Dar visibilidade às duas expressões principais dessa violência, abuso e exploração sexual, significa assumir a existência de características importantes em cada uma delas, e que essa diferença precisa impactar
Embora a literatura especializada seja controversa quanto aos determinantes do trabalho infantil, a condição de pobreza é comumente aceita como um fator relevante para o referido fenômeno. Daí a equação: aumenta a pobreza, aumenta o trabalho infantil. A despeito do compromisso do Brasil em eliminar as piores formas de trabalho infantil e alcançar sua erradicação, dados demográficos oficiais indicam aumento na taxa de trabalho infantil nos últimos anos. Crianças brasileiras ainda trabalham, sobretudo, nas suas piores formas.
Estabelecidas internacionalmente, estão entre essa classificação: a venda ou tráfico de crianças, cativeiro ou sujeição por dívida, trabalho forçado ou obrigatório, práticas essas denominadas como
Por falta de qualificação profissional, baixa escolaridade, vivência nos logradouros públicos e preconceitos, os trabalhos informais são as formas de sobrevivência das pessoas em situação de rua. Como consequência da nova morfologia do trabalho, a precarização dessas relações parece atuar duplamente no fenômeno da situação de rua: como motivo para ida à rua e, principalmente, como favorecedora da manutenção nessa condição.
De acordo com orientações técnicas da PNAS, em se tratando da inclusão produtiva desse segmento social, o Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) da Assistência Social deve atuar
O materialismo histórico dialético, bem como a teoria social marxiana, como matriz teórico-metodológica hegemônica explicativa da profissão, da sociedade e da relação entre ambas, traz o entendimento de que a “questão social” é objeto de estudo e determinante para a existência da profissão. Essa perspectiva possibilita a análise de como as “expressões da questão social” afetam as famílias atendidas cotidianamente, não colocando esse segmento social como um sujeito privilegiado ou objeto de trabalho do assistente social. Tais pressupostos remetem ao conjunto de conhecimentos articulados, que fundamentam a formação e o trabalho profissional com famílias, permitindo que assistentes sociais desenvolvam suas atribuições com competência teórico-metodológica, ético-política e técnico-operativa, consolidando análises que fundamentam intervenções na perspectiva