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Em se tratando da territorialização da Política de Assistência Social, as normativas vigentes ressaltam o uso das expressões “recortes territoriais” e “territórios de maior incidência de vulnerabilidade”, o que sinaliza a intencionalidade dessa política em fugir de qualquer pretensão homogeneizadora, reconhecendo desigualdades e diferenciações que devem ser incorporadas por ela. Palavras como “vivências”, “vínculos cotidianos”, “contradições e conflitos” realçam a dimensão processual presente na relação espaço/população, aproximando-se da noção de território
A consolidação da Proteção Social de Assistência Social, sob responsabilidade do poder público, por meio da construção de capacidades estatais e arranjos institucionais, se aprofundou com o adensamento das ofertas do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e com a regulamentação das entidades e organizações sem fins lucrativos. O avanço na regulação da ação privada se deu no sentido de integra-la às normativas da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), à fiscalização pública e à criação do chamado vínculo SUAS.
Nessa perspectiva, é correto afirmar que o vínculo SUAS significa o reconhecimento da organização da sociedade civil como
Gerida pelos governos, para atender às demandas e necessidades coletivas, a política social se constitui em um produto institucional, que provê benefícios e serviços sociais. Divide-se em setores, classificados como sociais: saúde, educação, habitação, previdência, assistência social, entre outros, diferenciando-se da política econômica por visar à melhoria das condições de vida de indivíduos e grupos. Algumas delas têm suas provisões pagas antecipadamente pelos próprios beneficiários, assumindo a forma de seguro, e outras, de provisões não contributivas, provenientes de um fundo público. É por meio desses serviços que a política social presta atendimentos, que podem ser universais ou seletivos, dependendo do 
Um dos conceitos básicos no campo da política de Assistência Social refere-se aos direitos socioassistenciais, uma vez que sua definição dialoga diretamente com o que especificamente essa política deve prover. A definição dos direitos socioassistenciais, como princípio, busca garantir que a política informe, para quem dela necessitar, o que se pode buscar ao se dirigir a um serviço ou programa de Assistência Social. A construção desses direitos procura resguardar qualidade na prestação de serviços, trazendo para dentro da política os princípios básicos da
No campo da proteção social, a abordagem afinada com a concepção de vulnerabilidade orienta-se para processos, pois examina os meios que as famílias utilizam para lidar com os riscos e com a queda de bem-estar. O foco desse conceito de vulnerabilidade está nas estratégias utilizadas, que fazem com que algumas famílias escapem da pobreza, e outras, se perpetuem nela. Essa perspectiva remete à contribuição possível e necessária das políticas públicas para o fortalecimento das