Filtrar


Questões por página:
De acordo com a historiadora Beatriz Nascimento, intelectual negra e uma das primeiras pesquisadoras dos estudos quilombolas, o conceito de quilombo como resistência tem um significado importante, pois, ao longo da história, os quilombos sempre representaram uma resistência étnica e política. É importante entender os quilombos como espaços onde negros e outros povos marginalizados podiam viver e manter seus modos de vida, preservando suas culturas e tradições, o que permite compreender o quilombo em seu sentido ideológico, político e cultural: agregação, resistência e preservação dos símbolos culturais do povo negro. Esse fenômeno de resistência continua vivo em diferentes espaços sociais criados por afro-brasileiros, como as escolas de samba, os terreiros de candomblé e as comunidades nas favelas e nas áreas rurais. Se “cada cabeça é um quilombo”, aquilombar-se é o movimento de buscar o quilombo, formar o quilombo, tornar-se quilombo.

Em cumprimento à Lei n.10 639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, as professoras de História, Sociologia e Geografia elaboraram um projeto sobre educação antirracista. Qual alternativa apresenta, respectivamente, o trabalho com práticas educativas interdisciplinares e o conceito de quilombo?
Para abordar as relações raciais na perspectiva da interseccionalidade e da interdisciplinaridade, uma professora organizou uma sequência didática, no Ensino Médio, que articulava Literatura, História, Música e Arte. Escolheu a obra Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, que narra a história romanceada de Luisa Mahin, ou Kehinde, figura simbólica da luta negra no Brasil, e sua busca incansável por seu filho. Sua vida perpassa importantes eventos históricos, como a Independência, a Revolta dos Malês e a luta abolicionista. A história do povo negro ocupa o centro dessa narrativa por meio do relato de Kehinde, desde a sua infância em Savalu – Daomé (atual Benin) –, passando por seu sequestro, onde foi escravizada na Bahia e no Rio de Janeiro, até seu retorno à África e sua volta ao Brasil no fim da vida. A escravização é problematizada com profunda reflexão sobre as marcas deixadas por essa experiência.

Após a discussão da obra, a professora elaborou um plano de aula que tinha como proposta investigar temas suscitados pelo livro, como os movimentos políticos e os personagens envolvidos na narrativa. A organização da sequência didática, com utilização de obra literária, teve como finalidade

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


Ramsés II oferecendo tecidos ao deus hieracocéfalo Montu. Representação de uma


das salas do tesouro (sul) do Templo Grande, em Abu Simbel.


SALES, J. C. Poder e iconografia no antigo Egipto.


Lisboa: Livros Horizonte,2008.



TEXTO 2


Na tradição do Egito Antigo, o mundo foi criado a partir de um caos primordial, habitado por deuses que continham o potencial de gerar ordem. Mesmo após a criação, esse caos continuava existindo fora dos limites do Egito, como uma ameaça à estabilidade e à vida. Diante disso, cabia ao faraó a missão essencial de manter essas forças afastadas, garantindo a ordem cósmica. O culto egípcio era sempre oficial: os templos integravam o Estado, os sacerdotes atuavam como funcionários, e apenas o faraó era considerado o verdadeiro oficiante, representando toda a humanidade nas oferendas e rituais que asseguravam o equilíbrio do mundo.


CARDOSO, C. F. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia.


Porto Alegre: EdiPUCRS,1999 (adaptado).



Ao elaborar um plano de aula sobre o Egito Antigo que incentive a autonomia e a construção do pensamento crítico pelos estudantes de uma turma do Ensino Fundamental, o professor deve

mostrar texto associado
Com base na leitura do texto sobre a arte Kusiwa, um grupo de estudantes propôs um mapeamento das práticas culturais de seu território para compreender os sentidos das expressões locais, como festas, artesanatos, formas de vestir, de falar e de cozinhar. A professora aproveitou essa iniciativa para realizar uma avaliação processual e orientou que o mapeamento fosse realizado por meio de entrevistas com os moradores mais velhos do bairro. Ao relacionar essa proposta com os estudos da arte Kusiwa, o objetivo da atividade e o processo de avaliação são, respectivamente,
mostrar texto associado
Durante uma aula sobre patrimônio imaterial, o professor apresentou as pinturas corporais tradicionais dos Wajãpi, destacando a importância de compreender tais práticas no contexto histórico desse grupo étnico. O uso dessas pinturas possibilita