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A colonização do estado de Sergipe, iniciada de forma gradual, caracterizou-se pela concentração de terras em grandes propriedades exploradas por sesmeiros, que recebiam essas extensões como concessão da Coroa Portuguesa, estabelecendo um modelo de produção agrária voltado para a exportação de produtos como o açúcar.
O ciclo da cana-de-açúcar foi o principal motor econômico de Sergipe durante o período colonial, moldando a sociedade, a cultura e a paisagem do estado, com a formação de engenhos e a utilização intensiva de mão de obra escravizada, o que gerou profundas desigualdades sociais e econômicas.
A fundação de Aracaju como capital de Sergipe, no século XIX, representou uma decisão estratégica para centralizar a administração e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado, transferindo a sede do poder da antiga capital, São Cristóvão, para uma localização mais favorável à navegação e ao comércio.
A formação territorial de Sergipe, após a expulsão dos holandeses no século XVII, consolidou-se através de tratados que definiram seus limites com estados vizinhos, estabelecendo uma autonomia administrativa que a elevou à condição de capitania real desmembrada da Bahia, com capital inicialmente em São Cristóvão.
Os primeiros habitantes de Sergipe, os povos indígenas, possuíam uma organização social complexa e uma profunda compreensão de comércio baseada em moedas, além de práticas agrícolas sedentárias que garantiam o suprimento constante de alimentos em suas aldeias fixas.