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Durante atendimento em um ambulatório especializado do SUS, um usuário formaliza pedido de acesso ao relatório social elaborado pelo Serviço Social, destinado a subsidiar decisão administrativa sobre seu acompanhamento. O documento contém informações produzidas a partir de entrevistas com familiares e registros de outros profissionais da equipe multiprofissional.
Considerando o Código de Ética Profissional, a Resolução CFESS nº 273/1993, Resolução n° 1.098/2025 e a legislação relativa ao acesso às informações pessoais, a conduta mais adequada da/o Assistente Social é:
Em um Centro de Especialidades do SUS, uma enfermeira negra, responsável pelo acolhimento e classificação de risco, passa a ser alvo recorrente de situações de deslegitimação institucional de sua autoridade técnica. Alguns usuários afirmaram que “preferem ser atendidos por alguém mais experiente”, recusam orientações iniciais apenas após sua triagem e solicitam repetição do atendimento com outro profissional. Em reuniões internas, alguns membros da equipe atribuem as reclamações à “falta de firmeza” da trabalhadora, enquanto outros naturalizam tais condutas como “preferência dos pacientes”.
Os episódios se intensificam com falas explícitas de cunho racista, como questionamentos sobre sua “capacidade técnica apesar da cor” e insinuações de que sua presença na função seria resultado apenas de “cotas e não de mérito”. A gestão, por sua vez, trata o caso como problema de “comunicação interpessoal” e pede para a/o Assistente Social dialogar com a profissional a respeito da “necessidade de melhor postura profissional”.
Utilizando o Projeto Ético-Político do Serviço Social e as normativas brasileiras de enfrentamento ao racismo, essa situação deve ser compreendida como:
Durante o acompanhamento de usuários em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe identificou que pessoas negras enfrentam, de forma recorrente, maior dificuldade para acessar consultas especializadas, menor acolhimento às demandas apresentadas, atrasos injustificados no atendimento e tratamento diferenciado por parte de alguns profissionais. Em reunião de equipe, alguns trabalhadores afirmam que essas situações decorrem apenas de "problemas de comunicação", "casos isolados de mau atendimento" ou do "comportamento dos próprios usuários", sem reconhecer a existência de processos discriminatórios na organização do serviço.
Considerando o Projeto Ético-Político do Serviço Social, os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, assinale a alternativa correta.
Em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe identificou aumento significativo de usuários em sofrimento psíquico associado ao desemprego, insegurança alimentar, violência doméstica e dificuldades de acesso a benefícios sociais. A gestão solicita que o/a Assistente Social realize entrevistas individuais para “identificar problemas emocionais”, classificar os usuários por grau de sofrimento e encaminhar apenas os casos considerados “mais graves” para acompanhamento psicológico.
Pensando nos fundamentos do Serviço Social, das diretrizes do SUS e dos Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde, a conduta profissional mais adequada é:
Durante a elaboração do Plano Municipal de Saúde, a equipe gestora propôs definir prioridades exclusivamente com base na execução orçamentária do exercício anterior. O/a Assistente Social manifesta posicionamento divergente, defendendo que o planejamento das ações deve ser orientado pelo diagnóstico epidemiológico e socioterritorial, pela utilização de indicadores de saúde, pela participação social e pelo monitoramento permanente da política pública.
Considerando os fundamentos do planejamento em Serviço Social e as normativas do Sistema Único de Saúde (SUS), essa posição está correta porque: