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A qualidade de vida e o bem-estar da população são objetivos centrais das políticas públicas de saúde no Brasil, que visam garantir a efetivação dos direitos assegurados pela Constituição Federal, sendo o Sistema Único de Saúde (SUS) a principal política pública nesse contexto, com alcance universal, gratuito e integral.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) estabelece que a Estratégia Saúde da Família (ESF) é a modalidade preferencial para a organização da atenção básica no Brasil, sendo composta por equipes multiprofissionais responsáveis por um território definido, com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças e acompanhamento contínuo das famílias.
A atuação da equipe de enfermagem no Programa de Saúde da Família (PSF) é fundamental para a promoção, prevenção e recuperação da saúde nas comunidades. A integralidade do cuidado, a territorialização e a adscrição de clientela são princípios norteadores que demandam uma abordagem proativa e contínua, com foco nas necessidades de saúde da população adscrita.
A enfermagem moderna tem se adaptado às novas tecnologias e demandas sociais, incorporando práticas baseadas em evidências e aprimorando a comunicação com o paciente e seus familiares. A telemedicina e a telessaúde, por exemplo, têm se tornado ferramentas importantes para ampliar o acesso aos cuidados de saúde, especialmente em regiões remotas, exigindo novas competências e habilidades da equipe de enfermagem.
A Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH) é um componente essencial da gestão em saúde, visando a detecção precoce e o controle de eventos adversos e doenças infecciosas no ambiente hospitalar. A Portaria nº 2.529/2006, que instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente, e a Portaria de Consolidação nº 4/2017, que dispõe sobre a organização da Atenção à Saúde no âmbito do SUS, reforçam a importância da integração entre os serviços de saúde e a vigilância epidemiológica para garantir a segurança e a qualidade do atendimento.