Filtrar


Questões por página:

Leia os textos de apoio:


Texto 1


A conceituação de território em nosso contexto vai muito além da clássica associação à escala e/ou à lógica estatal e se expande, transitando por diversas escalas, mas com um eixo na questão da defesa da própria vida, da existência ou de uma ontologia terrena/territorial, vinculada à herança de um modelo capitalista extrativista moderno-colonial de devastação e genocídio que, até hoje, coloca em xeque a existência de grupos subalternos, habitantes de periferias urbanas (especialmente descendentes de negros e indígenas) e, de modo culturalmente mais amplo, os povos originários em seus espaços de vida.


HAESBAERT, Rogério. Território e descolonialidade: sobre o giro (multi)territorial/de(s)colonial na “América Latina”. Niterói: 2021.


Imagem associada para resolução da questão


A análise da distribuição espacial e da situação jurídica das terras quilombolas no Brasil revela tensões estruturais na organização do território.


Considerando as características dessas territorialidades e sua relação com o espaço rural, assinale a alternativa CORRETA.

Visualizar Questão Comentada

Observe o cartograma (à esquerda) a seguir, sobre a população residente, total e indígena, por localização do domicílio e quesito de declaração indígena no Censo Demográfico de 2022, e o mapa da divisão político-administrativa do Brasil por municípios:

Imagem associada para resolução da questão



No Censo de 2022, o IBGE utilizou cartogramas com símbolos proporcionais para apresentar a distribuição da população indígena no território nacional. Um dado que chama a atenção é a representação por "quantidade de municípios com presença indígena": o Rio Grande do Sul apresenta 364 municípios nesta condição, enquanto o Amazonas apresenta 62.


Visualmente, a esfera sobre o estado gaúcho é maior que a do estado amazonense, embora o Amazonas possua a maior população indígena absoluta do país (490,9 mil pessoas). A interpretação CORRETA do mapa e a compreensão das dinâmicas territoriais brasileiras permitem afirmar que a discrepância aparente entre as esferas do Rio Grande do Sul (RS) e do Amazonas (AM) no referido cartograma explica-se pelo fato de que

A evolução dos antigos engenhos para as modernas usinas no Nordeste não alterou a essência da concentração fundiária. Ao contrário, intensificou-a ao absorver as terras de pequenos lavradores. Essa estrutura, enraizada no sistema de sesmarias, consolidou relações de trabalho opressivas, como o cambão – trabalhadores que viviam na terra do patrão e, em troca de um pequeno lote para subsistência, eram obrigados a trabalhar de graça ou por salários ínfimos – e uma massa de trabalhadores proletarizados. Sem acesso à terra e submetidos a condições precárias, muitos trabalhadores são compelidos à migração, transferindo a pobreza do campo para a periferia das cidades.

ANDRADE, Manuel Correia de. A Terra e o Homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no Nordeste. São Paulo: 2011. (Adaptado)



A análise da organização do espaço agrário é fundamental para compreender a configuração socioespacial das cidades brasileiras. Considerando a relação entre a concentração fundiária e a precarização do trabalho no campo, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE as consequências desse modelo.

Apesar da disseminação dos mapas pela mídia e pela internet, esse material, na escola, precisa ser utilizado no desenvolvimento de um raciocínio geográfico e geopolítico. [...] As cartas mentais são instrumentos eficazes para compreender valores que os indivíduos atribuem aos diferentes lugares. O espaço vivido, o itinerário e o lugar de trabalho formam os componentes principais do espaço vivido.

Pontuschka et al. Para ensinar a aprender Geografia. São Paulo: 2007.


No Ensino Fundamental II, a unidade temática "Formas de representação e pensamento espacial" perpassa todos os anos letivos, propondo desde o uso de anamorfoses até a interpretação de imagens orbitais. À luz da BNCC e das orientações didático-pedagógicas contemporâneas, a utilização da linguagem cartográfica em sala de aula deve

As formações vegetais são o reflexo direto das condições climáticas de uma região. Em ambientes marcados pela escassez hídrica prolongada e altas taxas de evapotranspiração, as plantas desenvolvem mecanismos fisiológicos e morfológicos para sobreviver ao estresse hídrico. Entre essas adaptações, destacam-se o desenvolvimento de sistemas radiculares profundos, a redução da superfície foliar (ou sua transformação em espinhos) e a presença de tecidos suculentos para o armazenamento de água. Considerando as formações vegetais adaptadas aos domínios áridos e semiáridos (como os desertos e as estepes) e as terminologias botânicas aplicadas à Geografia, assinale a alternativa CORRETA.