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Casos de cetoacidose euglicêmica em usuários de empagliflozina são relatados em séries clínicas desde Peters et al. (Diabetes Care, 2015), caracterizando acidose metabólica com ânion gap elevado e glicemias normais. A conduta preconizada envolve reposição hídrica vigorosa, suspensão do inibidor, além de insulina associada a glicose para reverter a lipólise aumentada. Nessa situação clínica, qual abordagem é mais eficaz?
Ensaios como EMPA-REG e DAPA-HF demonstraram que os inibidores de SGLT2 promovem redução de hospitalização cardiovascular e proteção renal. Esse benefício decorre, em grande parte, da restauração do feedback túbulo-glomerular, com consequente redução da hiperfiltração e da sobrecarga hemodinâmica renal. Com base nesse mecanismo fisiopatológico, qual proposição melhor explica a proteção cardiorrenal?
No contexto da crise tireotóxica, as diretrizes da American Thyroid Association ressaltam que o bloqueio beta não seletivo com propranolol deve preceder o uso de tionamidas, por reduzir a conversão periférica de T4 em T3, sendo o iodo inorgânico administrado apenas após essa etapa. Considerando essas recomendações, qual sequência terapêutica é mais adequada para estabilização inicial de paciente com doença de Graves e fibrilação atrial de alta resposta ventricular?
Em situações de choque séptico refratário à noradrenalina, diversos trabalhos, como o ensaio de Annane publicado no JAMA (2018), indicam que a insuficiência adrenal relativa compromete a resposta vasopressora, sendo a hidrocortisona endovenosa recomendada para potencializar receptores adrenérgicos e melhorar a reversão hemodinâmica. Com base nesse contexto, qual justificativa melhor fundamenta o uso do corticosteroide?
Em pacientes com hiperaldosteronismo primário, a literatura demonstra que a aldosterona exerce efeito pró-fibrótico e pró-hipertrófico, impactando diretamente o remodelamento ventricular esquerdo. Estudos clínicos como RALES e PATHWAY2 confirmaram que o antagonismo mineralocorticoide reduz fibrose miocárdica e melhora desfechos cardiovasculares. Considerando esses achados, qual conduta apresenta maior impacto na regressão estrutural cardíaca?