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A síndrome do desconforto respiratório (SDR), também conhecida como doença da membrana hialina (DMH), é considerada uma das causas mais frequentes de insuficiência respiratória e de mortalidade no neonato prematuro. É causada, primariamente, pela deficiência de surfactante ao nascimento e está associada à imaturidade estrutural pulmonar. Além da deficiência na produção do surfactante, a imaturidade estrutural dos músculos respiratórios também influencia no desenvolvimento da insuficiência respiratória. Para o diagnóstico clínico da síndrome do desconforto respiratório, são determinantes o conhecimento da história materna e familiar, das condições do nascimento do neonato e a identificação dos fatores de risco dessa patologia. Diante dessa afirmativa, são manifestações clínicas da síndrome do desconforto respiratório, exceto:
A terapia manual se refere a um conjunto de técnicas cujo objetivo é reduzir a dor e melhorar a função em inúmeras disfunções musculoesqueléticas. Dentre as técnicas de terapia manual, as mobilizações e manipulações são amplamente utilizadas na prática profissional dos fisioterapeutas para corrigir e/ou melhorar as disfunções da coluna vertebral e assim e auxiliar no processo de reabilitação física dos pacientes. Logo, todas as técnicas de mobilização e manipulação articular podem ser aplicadas no contexto da reabilitação física das disfunções da coluna vertebral, desde que seja realizada uma anamnese criteriosa e, a partir disso, a identificação de qual técnica será mais adequada para cada paciente e a sua disfunção. Diante dessa afirmativa, acerca das técnicas de mobilização e manipulação articular aplicadas à coluna vertebral, assinale a alternativa incorreta.
O quadril, formado pela cabeça do fêmur e acetábulo, é crucial para sustentação e locomoção. Lesões ortopédicas do quadril são comuns em adultos e idosos, frequentemente causadas por traumas que geram dor, rigidez e dificuldade de movimento. A nomenclatura para sintomas que aparecem na região lateral do quadril é a síndrome da dor trocantérica. Esta inclui sintomas de dor peritrocantérica, tendinopatia do glúteo médio/mínimo e bursite trocantérica. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito da bursite trocantérica e assinale a alternativa correta.

I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
No momento do trabalho de parto, a gestante é exigida física e emocionalmente e, para estar preparada para isso, é importante que ela realize fisioterapia no período pré-natal, pois essa atividade fornece uma série de vantagens para a gestante. E, além de realizar essa preparação, a fisioterapia aplicada nas duas fases do trabalho de parto consegue aliviar a dor, reduzir o tempo de duração do parto e promover bem-estar, confiança, acolhimento e segurança para a gestante nesse momento tão importante. Assim como na primeira fase, a atuação fisioterapêutica é muito importante durante a segunda fase do trabalho de parto. Essa segunda fase se caracteriza pelo momento da expulsão do bebê e requer contrações mais intensas e uma dilatação ainda maior. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta com relação a abordagem fisioterapêutica na segunda fase do trabalho de parto.
A espirometria é um exame a partir do qual se avalia de forma funcional os fluxos e volumes pulmonares estáticos. Esse exame geralmente representa dados por meio de gráficos que podem ter dois tipos de curva, a de fluxo-volume e a de volume-tempo. A partir da espirometria, é possível identificar alterações da função pulmonar, observando uma disfunção restritiva, obstrutiva, mista ou até mesmo inespecífica. Existem dois tipos de espirometria, a estática e a dinâmica. A espirometria dinâmica por sua vez, abrange volumes, capacidades e a velocidade com que o ar deixa os pulmões, ou seja, o fluxo expiratório. O fisioterapeuta precisa saber o significado de cada parâmetro apresentado na espirometria para poder interpretá-la de forma mais precisa. Diante desse pressuposto a respeito dos volumes pulmonares e das capacidades respiratórias, assinale a alternativa que apresenta a descrição correta da capacidade vital (CV).