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É inegável que a riqueza de abordagens presentes na literatura europeia e norte-americana, especializada no estudo da cartografia histórica, muito tem contribuído para esse despertar. Entretanto, imputar-lhe total responsabilidade pelo fascínio que mapas e cartas antigas têm exercido sobre uma fração significativa dos estudiosos das ciências humanas, para ficarmos apenas neste campo do saber cientifico, equivaleria a desprezar a força de variáveis sócio-políticas e culturais no processo de valorização deste objeto de análise que, em muitos casos, também nos apresenta como uma fonte de pesquisa histórica extremamente fértil.
[Maria Eliza Linhares Borges. Cartografia, poder e imaginário: cartográfica portuguesa e terras de além-mar. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História,2001]

De acordo com o excerto, a cartografia histórica é
Por outro lado, bastante diferente é o quadro que se apresenta na produção de material didático e paradidático: é raro o texto didático que não faça referência ao tema e são muito expressivos, em termos quantitativos, os títulos de textos paradidáticos que tomam como referência o evento mineiro de 1788-89. Como poderíamos explicar tamanho distanciamento entre, de um lado, o imaginário nacional e o complexo editorial ligado ao ensino, no plano dos quais ainda se produzem muitos livros e opúsculos sobre o tema e, de outro, a produção acadêmica, com tão reduzidos índices?
[João Pinto Furtado. Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História,2001]

O excerto deve ser compreendido
É muito recentemente que historiadores brasileiros têm se debruçado sobre a revisão e a reescrita de toda história, isto é, dos acontecimentos no processo histórico e das versões historiográficas sobre esse processo.
[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História,2001]

A partir do artigo, é correto afirmar que
A comparação em história faz ver melhor o Outro. Se o tema for, por exemplo, pintura corporal, a comparação entre pinturas de povos indígenas originários e de populações urbanas pode ser bastante esclarecedora quanto ao funcionamento das diferentes sociedades. Indagações sobre, por exemplo, as origens das tintas utilizadas, os instrumentos para a realização da pintura e o tempo de duração dos desenhos no corpo esclarecem sobre os deslocamentos necessários para a obtenção de tinta, as classificações sociais sugeridas pelos desenhos ou, ainda, a natureza da comunicação contida no desenho corporal.
(BRASIL. Ministério da Educação. BNCC – Base Nacional Comum Curricular: Ensino Fundamental – História)

De acordo com a BNCC, é correto afirmar que, por meio da pintura corporal,
(...) Os currículos são responsáveis, em grande parte, pela formação e pelo conceito de História de todos os cidadãos alfabetizados, estabelecendo em cooperação com a mídia, a existência de um discurso histórico dominante, que formará a consciência e a memória coletiva da sociedade.
[Katia Abud. Currículos de História e Políticas públicas: os programas de História do Brasil na escola secundária. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula, 1998]


O excerto faz menção ao currículo entendido como um