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Um paciente sem doença hepática prévia, e em tratamento para
tuberculose pulmonar com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e
etambutol, inicia quadro de sintomas dispépticos e elevação de
transaminases (TGO e TGP). A conduta acertada em relação a esse caso clínico é:
Ao atender uma paciente pós-menopausa com câncer de mama já em estado de disseminação para fígado e osso, a médica residente teve acesso aos exames laboratoriais: hemoglobina: 8,0 mg/dl; hematócrito: 24 mg/dl; ferritina: 200 mg/dl; albumina: 3,5 mg/dl (normal: 3 a 5); globulina: 6,0 mg/dl (normal: 2 a 4 mg/dl); creatinina: 2,0 mg/dl; cálcio: 14,5 mg/dl (normal: 8 a 10 mg/dl); fósforo: 3,5 mg/dl; 25 OH vitamina D: 25 mg/dl (normal: 30 a 50); PTH: 20 pg/ml (normal: 30 a 65); e PCR: 115 mg/L (normal: até 10 mg/L). A queixa da paciente era dor, mas pela confusão mental optou-se por olhar os exames antes de completar a anamnese.
Sobre a investigação do quadro da paciente, é correto afirmar que:
Um homem de meia-idade retornou ao ambulatório de clínica
médica em cadeira de rodas, trazido pela esposa, relatando estar
a maior parte do tempo acamado. O início das dores lombares foi
há 4 meses. A dor situa-se principalmente na transição
toracolombar, permanece durante a noite e já está refratária a
uso de opioides fracos. A constipação piorou (última evacuação
há 5 dias) e o paciente não urina com tanta frequência. Quando
sente vontade de urinar, não consegue segurar completamente.
A esposa relata que o marido perdeu pelo menos uns 8 kg nos
4 meses desde o início do quadro, havendo febre vespertina
ocasional não aferida. A esposa também atualiza o quadro
dizendo que a dor parece já estar presente há mais tempo (uns
6 meses). Há aproximadamente 1 mês, ele havia sentido uma
fraqueza mais proeminente nas pernas, que o levou a cair
sentado. Desde então, não conseguiu se levantar.
Exame físico: paraplegia espástica e hiperreflexia de membros
inferiores, com redução de sensibilidade para tato, temperatura e
pressão e dor com nível sensitivo na altura dos mamilos. Havia
redução da sensibilidade profunda caracterizada por perda
completa da propriocepção e sensibilidade vibratória. O restante
do exame físico revela paciente hipocorado, um pouco
desidratado, com distensão abdominal e redução dos ruídos
intestinais. Massa palpável em hipogástrio, indolor, sugerindo
bexigoma.
Nos exames solicitados, revelaram-se anemia normocítica,
normocrômica, VHS 88 mmHg, PCR: 95 (N: até 10 mg/L),
creatinina: 1,6 mg/dl; outros exames estavam normais, incluindo
hepatograma, Na, K, Ureia, PSA. Na radiografia de coluna lombar,
não se evidenciou fratura, mas havia alterações degenerativas
comuns para a idade em região sacroilíaca e acetabular.
O radiologista sugeriu redução da densidade óssea, mas não
havia lesões líticas ou blásticas. Havia achados de fecalitos em
região retossigmoideana e provável bexigoma pela análise da
radiografia. O médico decidiu interná-lo imediatamente para
investigação e tratamento.
Em relação a esse caso, é correto afirmar que:
Um paciente de 55 anos, portador de doença de Crohn há mais
de 10 anos em remissão com adalimumabe (anti-TNFalfa), foi
internado na enfermaria de clínica médica para investigar
síndrome consumptiva. O grupo de residentes notou
linfadenomegalias cervicais sem sinais inflamatórios, presença de
hepatoesplenomegalia e estertores crepitantes em ambos os
hemitórax. Foi feito diagnóstico de tuberculose a partir de teste
rápido molecular do lavado broncoalveolar, cujo material foi
positivo para micobactéria tuberculosa (sensível à rifampicina).
Mesmo durante o tratamento padrão com rifampicina,
isoniazida, pirazinamida e etambutol, o paciente apresentava
febre vespertina frequente de aproximadamente 38 graus. Logo
no diagnóstico, fora suspenso o adalimumabe. A despeito de a
investigação para outros agentes infecciosos ter sido negativa e
de não haver resistência da micobactéria, a febre ficou mais
frequente e houve piora clínica com derrame pleural e
hipoxemia, além de piora laboratorial com aumento de
aminotransferases (em torno de 3 vezes o limite superior da
normalidade) após 1 mês do início do tratamento contra
micobactéria.
O manuseio adequado do quadro é:
O manuseio adequado do quadro é:
Uma mulher de 30 anos internou-se com perda ponderal de 20 kg
(peso atual: 56 kg; peso usual: 76 kg), candidíase, diarreia crônica,
baixo índice de Karnofsky, anemia e contagem de linfócitos totais
iguais a 800 cél/dl. O diagnóstico de tuberculose pulmonar
cavitária, concomitante a padrão miliar, levou a residente de
clínica médica a investigar a infecção pelo HIV. O diagnóstico
firmado de infecção pelo HIV, no dia seguinte, foi seguido de
orientação e condução clínica.
Considerando R – rifampicina, H – isoniazida, Z – pirazinamina, E – etambutol, a terapia recomendada para a coinfecção HIV - tuberculose, segundo o último PCDT HIV 2024, é:
Considerando R – rifampicina, H – isoniazida, Z – pirazinamina, E – etambutol, a terapia recomendada para a coinfecção HIV - tuberculose, segundo o último PCDT HIV 2024, é: