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A Atenção Primária em Saúde, fundamentada em princípios como universalidade, integralidade e equidade, organiza-se de forma hierarquizada e regionalizada, com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e reabilitação, buscando ser a porta de entrada preferencial do cidadão no Sistema Único de Saúde.
A abordagem que define a normalidade como a ausência de doença, defendida por René Leriche, considera que um indivíduo é saudável quando não apresenta qualquer sintoma biológico ou mental, sendo esta uma definição negativa e potencialmente redundante, pois ignora a complexidade dos processos fisiopatológicos que podem existir mesmo sem manifestações clínicas evidentes.
O critério de normalidade ideal, embora estabeleça uma meta a ser alcançada, é considerado arbitrário por depender da definição de um ideal que varia conforme o contexto social, econômico e geográfico, tornando difícil a aplicação universal e objetiva para determinar o que é patológico ou não.
A classificação de transtornos mentais, conforme os manuais diagnósticos como o DSM e a CID, opera com critérios que definem o que é patológico em relação a um padrão de normalidade, sendo a CID-11 a edição mais atual da Classificação Internacional de Doenças, que abrange não apenas transtornos mentais, mas todas as condições de saúde com códigos específicos.
A semiologia psicopatológica, ao estudar os signos das doenças mentais, foca na observação de sinais objetivos, como comportamentos manifestos, e na escuta de sintomas relatados pelo paciente, sendo fundamental a análise tanto da forma quanto do conteúdo dessas manifestações para a compreensão do quadro clínico.