Filtrar


Questões por página:
Para abordar as relações raciais na perspectiva da interseccionalidade e da interdisciplinaridade, uma professora organizou uma sequência didática, no Ensino Médio, que articulava Literatura, História, Música e Arte. Escolheu a obra Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, que narra a história romanceada de Luisa Mahin, ou Kehinde, figura simbólica da luta negra no Brasil, e sua busca incansável por seu filho. Sua vida perpassa importantes eventos históricos, como a Independência, a Revolta dos Malês e a luta abolicionista. A história do povo negro ocupa o centro dessa narrativa por meio do relato de Kehinde, desde a sua infância em Savalu – Daomé (atual Benin) –, passando por seu sequestro, onde foi escravizada na Bahia e no Rio de Janeiro, até seu retorno à África e sua volta ao Brasil no fim da vida. A escravização é problematizada com profunda reflexão sobre as marcas deixadas por essa experiência.

Após a discussão da obra, a professora elaborou um plano de aula que tinha como proposta investigar temas suscitados pelo livro, como os movimentos políticos e os personagens envolvidos na narrativa. A organização da sequência didática, com utilização de obra literária, teve como finalidade
O desenvolvimento da situação no Oriente parece indicar claramente que a protelação do armistício na Coreia foi um meio de manter ocupados neste último país os recursos humanos e materiais dos ocidentais, a fim de impedir que eles fossem deslocados para a Indochina. Ao mesmo tempo, a trégua, embora limitada, dos últimos meses, talvez tenha sido útil à China, que assim pôde ampliar a sua ajuda aos comunistas que lutam contra os franceses.
COSTA, J. O mundo em marcha. O Estado de S. Paulo,3 maio 1953.

Um professor elaborou um plano de aula utilizando esse editorial de jornal. Com o objetivo de analisar o uso de fontes midiáticas, os interesses “dos ocidentais” e os interesses da China, no contexto da Guerra da Coreia, é preciso identificar, respectivamente,
Ao se deparar com uma discussão acalorada entre os alunos da 3ª série do Ensino Médio sobre a disputa eleitoral brasileira, e ao perceber argumentos variados na defesa das ideias divergentes, o professor resolveu contextualizar o conteúdo que seria trabalhado naquela aula: a ascensão do nazifascismo no período entreguerras.
Com o objetivo de articular passado e presente, o professor debateu com os estudantes os aspectos dos movimentos de extrema direita dos séculos XX e XXI. Qual alternativa identifica a relação entre os diferentes contextos históricos?

TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


Ramsés II oferecendo tecidos ao deus hieracocéfalo Montu. Representação de uma


das salas do tesouro (sul) do Templo Grande, em Abu Simbel.


SALES, J. C. Poder e iconografia no antigo Egipto.


Lisboa: Livros Horizonte,2008.



TEXTO 2


Na tradição do Egito Antigo, o mundo foi criado a partir de um caos primordial, habitado por deuses que continham o potencial de gerar ordem. Mesmo após a criação, esse caos continuava existindo fora dos limites do Egito, como uma ameaça à estabilidade e à vida. Diante disso, cabia ao faraó a missão essencial de manter essas forças afastadas, garantindo a ordem cósmica. O culto egípcio era sempre oficial: os templos integravam o Estado, os sacerdotes atuavam como funcionários, e apenas o faraó era considerado o verdadeiro oficiante, representando toda a humanidade nas oferendas e rituais que asseguravam o equilíbrio do mundo.


CARDOSO, C. F. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia.


Porto Alegre: EdiPUCRS,1999 (adaptado).



Ao elaborar um plano de aula sobre o Egito Antigo que incentive a autonomia e a construção do pensamento crítico pelos estudantes de uma turma do Ensino Fundamental, o professor deve

TEXTO 1

Imagem associada para resolução da questão


VIEIRA, F. A. Uma diáspora na Antiguidade africana: núbios em trânsito no Novo Império egípcio (1580-1080 a.C.).


In: Anais do Copene Sul,2015.



TEXTO 2


No referente à divisão do trabalho, mulheres raramente eram representadas em cenas relativas às atividades agrícolas, não aparecendo realizando funções artesanais, com exceção da fabricação de pão e cerveja e a fiação e tecelagem. Nas pinturas, essa característica fica clara, já que os homens eram retratados com uma cor mais escura que as mulheres, mostrando que as ocupações no exterior da casa eram majoritariamente e, algumas vezes, exclusivamente masculinas, enquanto que as ocorridas no interior dos espaços cobertos podiam ser tanto femininas quanto masculinas. Com relação à monarquia divina, a noção de realeza feminina era complementar à desempenhada pelo rei, e não restam dúvidas de que a rainha era extremamente importante em alguns rituais, atuando como contraponto do faraó.


SOUZA, A. F. A mulher-faraó: representações da rainha Hatshepsut como instrumento de legitimação (Egito Antigo – Século XV a.C.).


In: XXVII Simpósio Nacional de História – Anpuh. Natal,2013 (adaptado).



Considerando os textos 1 e 2, as relações de poder na Núbia e no Egito Antigos demonstram que mulheres