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A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece um avanço conceitual e estrutural para a Educação Física escolar, organizando o componente em torno do conceito de "cultura corporal de movimento" e definindo um conjunto de competências e habilidades essenciais. Para garantir que os alunos tenham acesso à diversidade de práticas, a BNCC propõe uma organização curricular baseada em seis Unidades Temáticas que devem ser articuladas ao longo dos anos do Ensino Fundamental, assegurando a progressão da aprendizagem. Acerca da estrutura e organização das Unidades Temáticas da BNCC, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)As seis Unidades Temáticas definidas pela BNCC são: Brincadeiras e Jogos, Esportes, Ginásticas, Danças, Lutas e Práticas Corporais de Aventura.
(__)A Unidade Temática "Práticas Corporais de Aventura" foi incluída visando contemplar tanto as práticas urbanas (como skate, parkour) quanto as realizadas na natureza (como rapel, corrida de orientação).
(__)A Unidade Temática "Esportes" é subdividida em categorias (invasão, rede/parede, campo e taco, marca, precisão, técnico-combinatório) para facilitar o ensino, mas exclui explicitamente os esportes paraolímpicos.
(__)A Unidade Temática "Lutas" é considerada inadequada para os anos iniciais do Ensino Fundamental devido ao seu potencial violento, sendo sua introdução recomendada apenas a partir do 6º ano.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Elenor Kunz, em sua obra "Transformação didático-pedagógica do esporte", critica veementemente a abordagem tradicional de ensino, que ele classifica como centrada na objetificação do movimento e na reprodução técnica. Ele propõe, em contrapartida, uma abordagem fenomenológica que valoriza o "se-movimentar" humano como uma forma de comunicação e expressão no mundo, buscando o "esclarecimento" (Aufklärung) do aluno sobre sua própria prática. Essa transformação didática exige que o professor abandone o papel de mero instrutor de fundamentos. Qual é a implicação central dessa perspectiva do "se-movimentar" para o ensino do esporte na escola?
A concepção crítico-emancipatória, fortemente associada a Elenor Kunz, propõe que a Educação Física escolar deve ir além da mera reprodução de movimentos ou da aptidão física, buscando a emancipação dos alunos. Esta abordagem se fundamenta na Teoria Crítica, especialmente na Ação Comunicativa de Habermas, e entende o movimento humano como uma forma de linguagem. O objetivo é desenvolver a competência comunicativa e a autonomia crítica, permitindo que os alunos compreendam o esporte e as práticas corporais como construções sociais e possam transformá-las. Qual é o papel central da "problematização" nesta concepção pedagógica?
A relação entre Educação Física e esporte é historicamente complexa e muitas vezes conflituosa. Valter Bracht, em "Educação Física e Aprendizagem Social", analisa criticamente a forma como o esporte foi introduzido na escola, apontando que, em vez de a escola "tratar" pedagogicamente o esporte, foi o esporte (com sua lógica de rendimento e seleção) que "esportivizou" a Educação Física. Isso significa que a lógica do alto rendimento (competição, exclusão, tecnicismo) invadiu o ambiente escolar, subvertendo seus objetivos educacionais. Qual é a proposta de Bracht para superar essa "esportivização" da Educação Física? 
Fábio Brotto, um dos principais difusores dos jogos cooperativos no Brasil, propõe uma mudança de paradigma em relação à lógica predominante nos esportes e jogos tradicionais. Enquanto o jogo competitivo se estrutura na exclusão (vencedores/perdedores) e na desconfiança mútua, o jogo cooperativo busca a inclusão, a participação de todos e o desafio de superar obstáculos coletivamente, e não de vencer os outros. Essa abordagem tem implicações diretas na prática pedagógica da Educação Física escolar, visando o desenvolvimento de valores sociais. Qual é a característica fundamental que define a estrutura de um Jogo Cooperativo?