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     Pode-se provar a existência de Deus por cinco vias. À primeira [...] parte do movimento. Nossos sentidos atestam, com toda a certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Ora, tudo o que se move é movido por outro. [...] Assim, se o que move é também movido, o é necessariamente por outro, e este por outro ainda. Ora, não se pode continuar até o infinito [...]. É então necessário chegar a um primeiro motor, não movido por nenhum outro, e este, todos entendem: é Deus.

TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Vol. 1. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009.

Na primeira via, Tomás de Aquino explica o movimento com base em um princípio da filosofia clássica, qual seja: 
      A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é livre para se realizar, por assim dizer.

COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.

Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na
      “O primeiro a ter a ideia de usar linguagens artificiais na Lógica foi Gottfried Leibniz, no século XVI. Sua ideia era de desenvolver uma lingua philosophica, que seria uma linguagem artificial espelhando a estrutura dos pensamentos. Ao lado disso, ele propôs o desenvolvimento de um calculus ratiocinator, um cálculo que permitiria tirar automaticamente conclusões a partir de premissas representadas na lingua philosophica”.

MORTARI, César A. Introdução à lógica. São Paulo: UNESP, 2001. Adaptado.

De acordo com o excerto, a proposta lógica de Leibniz antecipa uma concepção segundo a qual a 
     “Maquiavel provoca uma ruptura com o saber repetido pelos séculos. Trata-se de uma indagação radical e de uma nova articulação sobre o pensar e fazer política [...]. A ordem, produto necessário da política, [...] tem um imperativo: deve ser construída pelos homens para se evitar o caos e a barbárie, e, uma vez alcançada, ela não será definitiva, pois há sempre, em germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a ameaça de que seja desfeita”.

SADEK, Maria Tereza. “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù”. In: WEFFORT, Francisco Correia (org.). Os clássicos
da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.

A ruptura promovida por Maquiavel, mencionada no excerto, põe fim à ideia de que
Em uma aula de Filosofia, um professor aborda com seus estudantes a perspectiva filosófica de Sartre, aprofundando-se especificamente em como o pensamento existencialista rompe com as visões essencialistas e deterministas do ser humano, abrindo espaço para reflexões a partir de diversas disciplinas éticas, sociais e subjetivas sobre a liberdade, a identidade e a responsabilidade individual. Diante disso, uma estudante pergunta: o que Sartre afirma sobre a liberdade humana que torna seu pensamento interdisciplinar?

Qual das seguintes afirmações do professor permite responder com precisão conceitual à dúvida da estudante?