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Durante uma aula de Filosofia no 2º ano do Ensino Médio, o professor a imagens de um edifício emblemático do brutalismo brasileiro.

Imagem associada para resolução da questão
Fonte: Foto por Felipe Lavignatti para o Arte Fora do Museu - www.arteforadomuseu.com.br

Alguns estudantes estranham o estilo e comentam que ele “não parece bonito”, ao que o professor aproveita para propor uma reflexão: “É possível pensar a beleza de uma obra que não busca agradar, mas impactar?” Em seguida, ele apresenta a concepção de beleza em Aristóteles, fundamentada nos princípios de harmonia, proporção e finalidade, e propõe aos estudantes uma reflexão sobre se – e de que modo – esses critérios podem ser aplicados à arquitetura contemporânea.
Ao relacionar uma obra arquitetônica contemporânea com a concepção clássica de beleza, o professor está promovendo uma abordagem filosófica voltada para: 
Becker (2012) problematiza o que define como uma miopia epistemológica compartilhada tanto pelo inatismo, segundo o qual o sujeito “nasce com o conhecimento já programado na sua herança genética”; quanto pelo empirismo, admitindo o sujeito como tábula rasa, ou seja, assumindo que “o indivíduo, ao nascer, nada tem em termos de conhecimento”.
Para o autor, apesar da oposição que guardam entre si, ambas as epistemologias têm como ponto em comum
Chauí (citada por Barroco e Tada, 2021) aborda a relação entre ética e violência, explicitando que a violência pode ser compreendida, fundamentalmente, como
Alguns autores definem a Geografia como o estudo da superfície terrestre. Essa concepção é a mais usual, e ao mesmo tempo a de maior vaguidade, pois a superfície da Terra é um teatro privilegiado (por muito tempo o único) de toda reflexão científica, o que desautoriza a colocação de seu estudo como especificidade de uma só disciplina. Essa definição do objeto apoia-se no próprio significado etimológico do termo Geografia – descrição da Terra. Assim, caberia ao estudo geográfico descrever todos os fenômenos manifestados na superfície do planeta, sendo uma espécie de síntese de todas as ciências.
(Antonio Carlos Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado) 

Essa concepção origina-se das formulações de Kant. Para esse autor, haveria duas classes de ciências, as primeiras, apoiadas na razão, e as segundas, apoiadas na observação e nas sensações. Respectivamente, as primeiras e segundas ciências consistem em
Madalena da Silva, Joel Cezar Bonin e Ramón Garrote (2023), no artigo intitulado Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?, ressaltam que: “Como área do conhecimento humano, a Filosofia tem sido considerada ultimamente como conhecimento obsoleto e desnecessário e isso se explica, muitas vezes, porque no mundo contemporâneo, vemos que há uma supervalorização do tecnicismo e do pragmatismo, que consideram apenas válido o conhecimento que tem caráter útil”.

Para os autores, tal concepção tecnicista e utilitarista é equivocada porque a Filosofia